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Bernanke prevê recuperação moderada nos EUA, mas com alto desemprego

Mercado de trabalho e bancos "não completamente saudáveis" são as principais preocupações do presidente do Federal Reserve

EFE |

WASHINGTON - O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, disse hoje que o setor privado está substituindo o público como motor da recuperação dos Estados Unidos, mas previu que a melhoria na economia será moderada e altos índices de desemprego persistirão.

"A recuperação continuará, mas não parecerá muito boa", disse Bernanke, ao afirmar que o desemprego continuará em um nível elevado "por algum tempo". O presidente do Fed explicou que, com um crescimento próximo a 3%, a economia americana cresce ao ritmo do aumento da população, mas diminui a taxa de desemprego muito paulatinamente.

Além do mercado de trabalho, a outra inquietação de Bernanke é o setor financeiro, porque os bancos ainda "não estão completamente saudáveis" e o volume de crédito é baixo. "Por razões políticas, os grandes bancos decidiram que não querem o dinheiro público", afirmou. Dado que devolveram as ajudas recebidas durante a pior fase da crise, contam com menos dinheiro para emprestar a pessoas físicas e jurídicas, e estimular a economia, esclareceu Bernanke.

O presidente do Fed insistiu que os EUA precisam reduzir seu déficit a médio prazo, mas não imediatamente. Para isso, é preciso diminuir despesas e, "caso necessário", aumentar impostos. Bernanke deu tais declarações em uma entrevista a Sam Donaldson, ex-repórter do canal "ABC", durante um jantar organizado pelo centro Woodrow Wilson para políticos e diplomatas de Washington.

Ao contrário dos presidentes da maioria dos bancos centrais do mundo, os titulares do Fed não dão coletivas de imprensa e se limitam a discursos formais e comparecimentos no Congresso americano. No entanto, o comparecimento de Bernanke hoje em um fórum público reflete sua tentativa de, desde o início da crise financeira, aproximar o Fed dos americanos. Bernanke também deu longas entrevistas ao programa de notícias mais visto na televisão americana, "60 Minutes", e ao jornal "The New York Times".

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