Investidor pode comprar ações de Google, Pfizer e McDonald´s, que são de setores ainda não representados na Bovespa

A compra dos Brazilian Depositary Receipts (BDRs) lançados na Bovespa na última terça-feira é uma boa oportunidade de diversificação da carteira e redução dos riscos. Segundo analistas, os novos papéis são uma chance do investidor ter participação em companhias de setores que ainda não estão representados na bolsa de valores brasileira, a Bovespa.

“Eu acho que [comprar os BDRs] é uma alternativa interessante para diversificar o risco. Não há nenhuma farmacêutica listada aqui, por exemplo. Se o investidor considerava esse setor muito interessante, agora é possível comprar Pfizer”, afirma Paulo Esteves, analista chefe da Gradual Investimentos.

“Se ele gosta do Google ou da Apple também não havia empresas brasileiras semelhantes na Bovespa. O mesmo para o McDonalds, já que não há companhias de fast food”, acrescenta.

Sobre a rentabilidade dos BDRs, os analistas alertam que é preciso analisar as companhias da mesma forma em que são avaliadas as brasileiras listadas na Bolsa. “É como qualquer outro investimento, é preciso ter cuidado e a consciência de que a rentabilidade passada não garante a futura”, diz o consultor financeiro Mauro Calil.

Ricardo Nascimento, diretor executivo da Área de Serviços para o Mercado de Capitais dos Deutsche Bank Brasil, diz que as dez ações selecionadas para o lote de BDRs lançado na terça-feira não foram escolhidas com base no potencial de valorização. O Deutsche é o banco que está trazendo o primeiro lote de BDRs Nível I Não Patrocinados ao Brasil.

“Quem deverá avaliar as empresas são os gestores das carteiras”, afirma. Segundo ele, a seleção obedeceu a alguns anseios de potenciais investidores brasileiros que definiram uma lista primaria de ativos. “Com essa lista, nós tentamos diversificar com relação a indústrias”, diz.

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