A compra por bancos oficiais foi a maior desde 1964

Banco centrais (BCS) de todo o mundo promovem a maior corrida ao ouro desde a década de 60. Dados divulgados pelo Conselho Mundial do Ouro indicam que em 2009 essas instituições reverteram suas políticas e voltaram a acumular o metal. A compra por bancos oficiais foi a maior desde 1964, gerando a maior subida do preço do ouro em nove décadas.

De forma discreta, o ouro ameaça já superar o euro, a moeda europeia, em termos de reservas e se firmar como a segunda fonte de reservas, superado apenas pelo dólar. No total, países mantêm em suas reservas 30,1 mil toneladas de ouro nos cofres de seus bancos centrais, 425,4 toneladas mais que em 2008. A alta custou aos cofres públicos US$ 13 bilhões.

Salvo o caso do Brasil, os demais países dos Bric (Rússia, Índia e China) foram os que mais acumularam ouro. A maior compra foi realizada pela Índia, que adquiriu 200 toneladas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Na Europa, o ano ainda viu uma reviravolta nas políticas dos membros da União Europeia.

A cota de venda autorizada para cada um dos 27 países do bloco foi reduzido. Os dados oficiais indicam que a expansão nas reservas oficiais foi a primeira em 22 anos. A compra, portanto, foi a primeira em uma geração e ocorreu diante da volatilidade de moedas que eram consideradas a base do sistema: dólar, euro, a libra esterlina e a moeda japonesa. O governo suíço é o que mais mantêm suas reservas em ouro.

No geral, BCs contam com 18% de todo o ouro já extraído. Para 2010, a expectativa é de que o volume do metal comprado pelos BCs volte a crescer em cerca de 200 toneladas. O temor de uma recuperação frágil continuaria a levar investidores a buscar alternativas mais seguras. Apenas no ano passado, o preço do metal subiu em 24%, atingindo um recorde de US$ 1,2 mil por onça. Neste ano, a alta já foi de 2,7%. A última vez que o ouro foi alvo de uma corrida pelos BCs ocorreu em 1964. Naquele ano, a acumulação foi de 527 toneladas em comparação ao ano anterior.

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