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BC da China critica declaração de Obama sobre câmbio

O vice-presidente do Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país), Su Ning, criticou nesta sexta a sugestão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de que a China deveria aplicar uma taxa de câmbio mais orientada pelo mercado. Su indicou que os EUA não deveriam olhar para o yuan como a resposta para os problemas da economia norte-americana.

Agência Estado |

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"Nós não concordamos com a politização da questão da taxa de câmbio do yuan", disse Su. "Nós também não concordamos que um país tenha problemas e outro país os resolva", acrescentou. Os comentários de Su, feitos durante o Congresso Nacional do Povo, foram feitos em um momento significativo.

No domingo, será encerrada a décima sessão legislativa anual chinesa, que será seguida pela coletiva de imprensa anual do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, marcada para as 23 horas de sábado (horário de Brasília). Além disso, no próximo mês o Departamento do Tesouro dos EUA vai divulgar seu relatório semestral, que poderá designar a China como um manipulador cambial.

No ano passado, Wen falou sobre as preocupações da China com o fato de que suas grandes propriedades de ativos norte-americanos não sejam seguras. O comentário, franco e incomum, destacou a potencial fragilidade da relação econômica entre China e EUA.

Ontem, durante a conferência do Banco de Exportação e Importação dos EUA, Obama afirmou que uma mudança na taxa de câmbio da China ajudaria o G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) em seu amplo movimento para reequilibrar a economia global. Assim, países com superávits externos, como a China, aumentariam o consumo e a demanda doméstica, enquanto países com déficits externos, como os EUA, economizariam e exportariam mais.

Su disse que taxas de câmbio não necessariamente resolvem os desequilíbrios comerciais. "Nós acreditamos que a questão da taxa de câmbio não vai ajudar a reduzir ou a aumentar nossos superávits ou déficits comerciais (nos EUA ou na China)", afirmou. As informações são da "Dow Jones".

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