SÃO PAULO - O dólar comercial devolveu os ganhos do período da manhã e passa a operar em baixa nesta terça-feira. Não coincidentemente, as ordens de venda aumentaram após o leilão de compra feito pelo Banco Central (BC) no mercado à vista.

SÃO PAULO - O dólar comercial devolveu os ganhos do período da manhã e passa a operar em baixa nesta terça-feira. Não coincidentemente, as ordens de venda aumentaram após o leilão de compra feito pelo Banco Central (BC) no mercado à vista. Já é prática no mercado segurar os preços em alta até a compra do BC. Encerrada a operação, acentua-se a venda de moeda. Por volta das 12h40, o dólar comercial declinava 0,11%, a R$ 1,708 na venda. Na máxima, a moeda foi a R$ 1,715. Por volta das 12h20, o BC tomou moeda a R$ 1,7098. Fica a expectativa, agora, quanto à realização de um novo leilão de compra. Ontem, o BC comprou apenas uma vez no mercado à vista, quebrando uma sequência de 13 pregões seguidos com duas atuações no pronto. No mercado futuro, o contrato para outubro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), tinha desvalorização de 0,23%, saindo a R$ 1,7075. Em pauta no mercado, mas sem efeito no preço, pelo menos por ora, estão as declarações feitas pelo presidente do BC, Henrique Meirelles, de que há chance de aumento no Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre capital estrangeiro. Ontem, quem tinha sugerido algo parecido foi o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Falando em Londres, Meirelles também não descartou o uso do swap cambial reverso, operação que, na prática, representa a compra de dólares no mercado futuro. Passando para o câmbio externo, o euro segue firme ante o dólar, negociado acima de US$ 1,35 e testando preços não observados desde abril. (Eduardo Campos | Valor)

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