SÃO PAULO - O Banco do Brasil (BB), a Cielo e a Oi esperam que a parceria anunciada hoje na área de pagamentos via celular possa atrair cerca de um milhão de novos clientes por ano a partir de 2012. Os executivos das três companhias preveem ainda que os produtos e serviços que nascem a partir dos acordos consigam explorar principalmente os mercados que envolvem classes de menor renda.

SÃO PAULO - O Banco do Brasil (BB), a Cielo e a Oi esperam que a parceria anunciada hoje na área de pagamentos via celular possa atrair cerca de um milhão de novos clientes por ano a partir de 2012. Os executivos das três companhias preveem ainda que os produtos e serviços que nascem a partir dos acordos consigam explorar principalmente os mercados que envolvem classes de menor renda. "Quando a parceria estiver madura - o que deve acontecer em 2012 - acreditamos que podemos atrair um milhão de pessoas por ano", afirmou o diretor de mercados da Oi, João Silveira. O acordo envolve a possibilidade de conversão dos terminais eletrônicos para pagamento (POS) para a captura de pagamentos via celular, ao mesmo tempo que inclui a possibilidade de os próprios celulares serem utilizados como POS. O sistema de compras via celular funcionará basicamente por meio da tecnologia SMS - mensagens de texto trocadas entre os aparelhos móveis. Ao comprar um chip da Oi, o cliente automaticamente leva um cartão de crédito embutido que poderá, depois da análise de crédito por parte do Banco do Brasil, apresentar um limite de crédito. O cliente, deste modo, pode ir às lojas e realizar compras informando o número do aparelho aos estabelecimentos que aceitem as transações. As informações são transmitidas via SMS e o cliente coloca uma senha para confirmar a compra. "É uma alternativa para a classe C, já que uma parte significativa desse público ainda convive com estabelecimentos que hoje não aceitam pagamentos com cartão de crédito. O cartão embarcado pelo chip possibilitará a exploração principalmente desde público", afirmou o diretor de cartões do BB, Denilson Molina, enfatizando que, inclusive, a estratégia do BB no acordo está associada à bandeira Elo, que será embarcada nos chips. A ideia da parceria é expandir a aceitação de meios de pagamento eletrônico nos segmentos de baixo volume financeiro, onde os POS ainda não apresentam forte penetração, como taxistas, feirantes, representantes porta-a-porta. Vale lembrar, no entanto, que os negócios anunciados hoje pelas empresas ainda estão sujeitos à análise das autoridades de defesa da concorrência. (Vanessa Dezem | Valor)

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