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Bancos pequenos apelam ao BC por redução de taxas

Instituições reclamam de maior concentração no mercado após a crise mundial; instituições como Credibel e ABS já saíram do varejo

Aline Cury Zampieri, iG São Paulo |

A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) quer reduzir os custos de operação dos bancos pequenos e médios. Para defender os interesses das instituições de menor porte, a Acrefi criou, há cerca de um mês, uma comissão que definirá pontos de reivindicação a serem levados ao Banco Central, diz Adalberto Savioli, presidente da entidade.

“A crise financeira de 2008 fez com que muitos pequenos tivessem de ceder suas carteiras para os maiores, para repor caixa perdido. Menores como Credibel e ABS pararam de operar no varejo, por exemplo”, conta. De acordo com Savioli, essa concentração forçada do mercado após a crise tem deixado os menores numa situação cada vez mais desvantajosa.

“A única compensação que possuem é no depósito compulsório exigido, menor que o dos grandes, mas os pequenos precisam pagar os mesmos impostos, têm a mesma regulação e, em suma, os mesmos custos dos maiores”, afirma. Segundo ele, a ideia é levar uma pauta de discussão ao BC para tentar aliviar essa situação, conhecida no jargão de mercado como “custo de observância”.

O grupo teve somente uma reunião até agora, e por isso ainda não definiu as reivindicações que serão feitas. Savioli adianta, no entanto, que Sérgio Darcy, ex-diretor do BC, foi contratado para prestar assessoria ao comitê.

Fusões e aquisições

Levantamento de julho da PricewaterhouseCoopers (PwC) mostra que as fusões e aquisições continuam a todo vapor no Brasil, e que o setor financeiro é um dos principais na lista. No total, foram 234 transações no ano, com aumento de 34% em relação ao intervalo de janeiro a julho de 2009.

A média geral também pulou de 384 transações por ano de 2002 a 2005 para 645 negócios nos quatro anos seguintes. Em 2010, até julho, o setor financeiro foi o quinto colocado na lista de fusões, com 11 operações. O líder, mineração, foi o primeiro, com 15 transações.

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