Os bancos que operam na Espanha alcançaram um lucro líquido conjunto de US$ 4,7 bilhões no período de janeiro a março

Os bancos que operam na Espanha alcançaram um lucro líquido conjunto de 3,887,8 bilhões de euros (US$ 4,7 bilhões) no primeiro trimestre de 2010, 4,1% inferior a um ano atrás.

Esta redução se deveu em grande parte aos cortes de provisões, ao que destinaram 4,860 bilhões (US$ 6 bilhões), 17,5% a mais, segundo disse hoje em entrevista coletiva o secretário-geral da Associação Espanhola de Bancos (AEB), Pedro Pablo Villasante.

Ele destacou que os bancos espanhóis continuam no lucro "com boa rentabilidade" e sem terem recebido ajudas públicas apesar das dificuldades. Apesar da clara melhoria experimentada pelas economias ocidentais no fim de 2009 e início de 2010 ainda "persistem dúvidas sobre a intensidade da recuperação", que na Espanha está sendo mais lenta e menos vigorosa que em outros países, o que se une a "a situação de extrema tensão" que vivem os mercados financeiros, explicou.

Os créditos à pessoa física permaneceram em níveis quase idênticos aos de um ano antes, embora com um ligeiro aumento de 0,1%, para os 1,34 trilhão de euros, "apesar do difícil entorno econômico e financeiro", com uma taxa de inadimplência de 4,18%, contra 2,95% de um ano antes. Os depósitos de pessoa física, por sua parte, cresceram 8,7% e chegaram a somar algo mais de 1 trilhão de euros.

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