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Bancos centrais retomam ação conjunta

Canadá, Inglaterra, Europa, Estados Unidos e Suíça vão estabelecer operações temporárias para dar liquidez aos mercados

AE |

Os principais bancos centrais do mundo decidiram reativar a ação coordenada para injetar liquidez nos mercados. O mecanismo foi usado logo após o colapso do Lehman Brothers, de forma a enfrentar a turbulência. Agora, volta a ser colocado em prática diante da crise de dívida soberana na Europa. Segundo comunicado divulgado ontem, o Banco do Canadá, o Banco da Inglaterra, o Banco Central Europeu (BCE), o Federal Reserve (EUA) e o Banco Nacional Suíço irão restabelecer operações temporárias de swap em dólar. O Banco do Japão também considera adotar a medida.

 

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Federal Reserve (foto) se une a outros bancos centrais para dar liquidez aos mercados
Nessas operações, as instituições emprestam dinheiro umas às outras. O Fed, por exemplo, cede dólares ao BCE, que, em troca, dá ao BC americano euros. Conforme os bancos centrais, as transações serão feitas para impedir o alastramento das tensões para outros mercados. "Os bancos centrais continuarão trabalhando juntos o quanto necessário para resolver as pressões dos mercados de financiamento", diz o comunicado. As autoridades monetárias estão na Basileia para o segundo dia do encontro bimestral do Banco de Compensações Internacionais (BIS).

 

A decisão segue-se ao anúncio da criação de um mecanismo de até 750 bilhões de euros pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar os países da região. Mesmo em meio à crise da dívida soberana e necessidade de aperto fiscal na Europa, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, avalia que a economia global está acelerando e hoje, a inflação é o principal risco. Ontem, ele não reconheceu a possibilidade de impacto dos problemas europeus sobre o desempenho da atividade mundial.

 

Segundo ele, é o sentimento que predomina entre as principais autoridades monetárias do mundo. Trichet avalia que alguns países mostram crescimento maior do que o esperado, caso dos emergentes e até de algumas nações da Zona do Euro. Sobre possíveis efeitos da crise na Europa sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos países, Trichet diz que "avaliará a situação".

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