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Bancários fazem greve por tempo indeterminado em 25 estados

Adesão foi parcial e muitas agências operavam normalmente em todo o Brasil. Na Avenida Paulista, em SP, agências estavam abertas

EFE |

Funcionários dos bancos de todo o país iniciaram hoje uma greve por tempo indeterminado em 25 estados do país para reivindicar um aumento salarial superior à reposição da inflação oferecida pelos banqueiros, informaram fontes sindicais.

A paralisação foi aprovada nas assembleias realizadas ontem à noite pelos dirigentes sindicais, depois que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu um reajuste salarial de 4,29% para repor a inflação dos últimos 12 meses.

Embora os líderes sindicais de 25 estados tenham aprovado a greve, a adesão foi parcial e muitas agências operavam normalmente em todo o Brasil. Na Avenida Paulista, em São Paulo, considerada o coração financeiro do país, várias agências funcionavam normalmente, mas algumas estavam com as portas fechadas e tinham faixas alusivas à paralisação.

Os sindicatos do setor admitiram que só no final do dia terão um balanço sobre a adesão da greve. Geralmente, os bancários negociam com a Fenaban seu reajuste salarial anual em setembro, mas este ano os banqueiros demoraram mais de um mês para responder às reivindicações dos funcionários.

Os sindicatos exigiam um aumento salarial de 11%, participação nos lucros dos bancos - que figuram entre os maiores da economia brasileira - e outras reivindicações como bolsas de estudo e seguro contra roubos e sequestros de funcionários durante assaltos a bancos. No entanto, os banqueiros se limitaram a oferecer um reajuste salarial de 4,29% e aumentos nos subsídios para alimentação e transporte. "A decisão das assembleias demonstra a indignação dos trabalhadores com a posição intransigente dos bancos", diz a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), que representa os 460 mil funcionários do setor, em comunicado.

"Com o lucro líquido de cerca de R$ 21,3 bilhões obtidos somente por cinco bancos (Banco do Brasil, Itaú-Unibanco, Bradesco, Santander e Caixa) no primeiro semestre do ano, é possível atender às reivindicações dos trabalhadores por melhor qualidade de vida", acrescenta a nota. Os líderes sindicais disseram que inicialmente a greve é por tempo indeterminado, mas que convocarão novas assembleias para avaliar a situação na próxima sexta-feira. Este é o sétimo ano consecutivo que os bancários cruzam os braços para reivindicar maiores aumentos salariais. Em 2009, algumas agências chegaram a permanecer fechadas por duas semanas.

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