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Bancários discutem salário essa semana e ameaçam parar

Dois dias antes da rodada de negociações com a Fenaban, bancários fizeram manifestações e paralisações em todo o País

Olivia Alonso, iG São Paulo |

Os bancários brasileiros se reunirão nesta semana com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), entidade que representa os bancos, para negociar reivindicações para a categoria. Apesar de uma ameaça de greve na manhã desta terça-feira em diversos locais, a Fenaban afirma que as agências bancárias vão operar normalmente nos próximos dias, assim como deveriam ter funcionado nesta terça-feira.

No entanto, nesta terça-feira, sindicatos bancários realizaram um “dia nacional de luta”, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), promovendo manifestações em todo o País. Houve protestos e paralisações parciais em capitais, como Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza, Recife e Cuiabá, dentre outras, de acordo com a Contraf-CUT.

Procurada pelo iG, a Fenaban esclareceu que as paralisações não se justificam, uma vez que as negociações ainda não ocorreram, e os bancários não têm motivos para as greves. A explicação dos funcionários é de que as paralisações desta terça-feira foram apenas manifestações, que poderão ou não se desenvolver para greves dependendo do resultado das conversas desta semana.

O Comando Nacional dos Bancários, que representa os funcionários, reivindica, entre outros itens, um reajuste salarial de 11%, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil, elevação do piso de R$ 1.074 para R$ 2.157 (salário mínimo do Dieese), aumento do vale-refeição e da cesta-alimentação, auxílio-educação e previdência complementar para todos os bancários.

As negociações desta semana serão a quarta rodada de conversas entre as duas partes. Nas três anteriores, os banqueiros não atenderam reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2010, como combate ao assédio moral, fim das metas abusivas para venda de produtos, garantia de emprego, mais contratações, segurança contra assaltos e melhores condições de trabalho, segundo a Contraf-CUT.

“Muitos bancários estão adoecendo porque não suportam a pressão no trabalho para aumentar os lucros dos bancos”, afirma em nota Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional.
 

 

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