Trabalhadores tiveram suas reivindicações rejeitadas e decidem sobre paralisação nesta terça, segundo a Contraf-CUT

Bancários de todo o País vão realizar assembléias nesta terça-feira e poderão entrar em greve a partir de quarta-feira, por tempo indeterminado, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

O motivo é a insatisfação em relação à proposta dos bancos em resposta às reivindicações dos bancários. Os trabalhadores, filiados a 137 sindicatos, brigam por melhorias como mais contratações, o que amenizaria a sobrecarga de trabalho, acabaria com as filas e melhoraria o atendimento ao público.

Depois de um mês de negociações, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou na última quarta-feira uma proposta de reajuste de 4,29% (a inflação dos últimos 12 meses medida pelo INPC).

Os bancos rejeitaram os pedidos de aumento real, valorização dos pisos salariais, melhoria na Participação nos Lucros e Resultados, melhores condições de trabalho e preservação da saúde, principalmente o fim das metas abusivas e do assédio moral, além de medidas que preservem o emprego e protejam a vida, segundo a Contraf-CUT.

O Comando Nacional considerou a oferta insuficiente e deu prazo até esta segunda-feira para os bancos apresentarem uma nova proposta que atenda as expectativas da categoria. No entanto, segundo a Contraf-CUT, a Fenaban não respondeu.

“Isso deixa claro que somente a greve quebrará a intransigência dos bancos”, afirma em comunicado Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, entidade que representa os funcionários.

O que os bancários reivindicam:
¿ 11% de reajuste salarial
¿ Piso salarial de R$ 1.510 para portaria, R$ 2.157 para escriturário (salário mínimo do Dieese), R$ 2.913 para caixas, R$ 3.641 para primeiro comissionado e R$ 4.855 para primeiro gerente
¿ PLR de três salários mais R$ 4 mil fixos
¿ Aumento para um salário mínimo (R$ 510) dos valores do auxílio-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá
¿ Previdência complementar em todos os bancos
¿ Proteção à saúde do trabalhador, que inclua o combate às metas abusivas, ao assédio moral e à falta de segurança
¿ Medidas para proteger o emprego, como garantias contra demissões imotivadas, reversão das terceirizações e fim da precarização dos correspondentes bancários
¿ Mais contratações para amenizar a sobrecarga de trabalho, acabar com as filas e melhorar o atendimento ao público
¿ Planos de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) em todos os bancos

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