Na próxima semana, bancos apresentarão proposta aos trabalhadores, que ameaçam parar se suas reivindicações não forem atendidas

Os bancários brasileiros poderão entrar em greve em 29 de setembro, por tempo indeterminado, caso os bancos não proponham melhorias para a categoria na próxima semana, afirma em nota divulgada nesta quinta-feira o Comando Nacional dos Bancários, entidade que representa os trabalhadores.

Nesta quinta, a quarta rodada de negociações entre o Comando Nacional e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), entidade que representa os bancos, terminou sem avanços. Na próxima quarta-feira, 22 de setembro, as duas partes voltam a conversar, e as instituições financeiras apresentarão uma proposta aos trabalhadores, segundo o Comando Nacional dos Bancários.

“Em caso de rejeição da proposta, a categoria poderá deflagrar greve a partir do dia 29 por tempo indeterminado”, diz a entidade na nota.

Entre as reivindicações dos bancários está um reajuste de 11% nos salários, melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), valorização dos pisos salariais, elevação dos auxílios refeição/alimentação e creche/babá, auxílio-educação e segurança contra assaltos.

O argumento dos trabalhadores é o de que as instituições financeiras têm capacidade para atender às suas reivindicações. Segundo eles, os bancos vêm apresentando recordes de lucratividade.

“Essa postura intransigente das empresas está empurrando os bancários para a greve”, afirma em nota Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional.

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