As instituições financeiras estão preocupadas com as operações dos seus clientes com instrumentos derivativos. Segundo orientação da Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais (Anbima), estão elaborando políticas para verificar o perfil dos investidores e adequar a oferta de produtos a esses clientes.

A adequação dos produtos financeiros às características do investidor é conhecida no mercado financeiro como suitability. Bancos, corretoras e outras instituições começaram a adorar essas políticas em meados do ano passado, apenas para os clientes da área de private banking. No início deste ano, o processo foi estendido para todos os investidores das áreas de renda fixa e renda variável, com a implantação do formulário batizado como análise do perfil do investidor (API).

Hoje, os agentes financeiros têm de entregar à Anbima suas definições de como serão as políticas para os derivativos. A data foi definida em novembro do ano passado. Até dia 30 de junho, as instituições deverão adotar essas políticas internamente e treinar os funcionários para aplicá-las. No final de outubro, elas deverão se tornar públicas e implantadas.

Derivativos são instrumentos financeiros que têm seus preços derivados de algum ativo, como soja, boi gordo, café ou dólar. Uma empresa que tenha dívidas em dólares pode comprar contratos futuros da moeda americana para se proteger das variações cambiais. Um produtor rural pode vender soja no mercado futuro como forma de travar o preço do grão e, no vencimento do contrato, entregar o produto ao seu detentor. Essas operações são feitas com instrumentos derivativos, negociados na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F Bovespa).

De acordo com Carlos Ratto, presidente do Comitê de Produtos de Tesouraria da Anbima, as políticas de suitability para derivativos deverão ser adotadas tanto para clientes pessoas físicas como jurídicas.

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