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Apple, Google e McDonalds iniciam negociação na bolsa brasileira

A partir de amanhã, brasileiro poderá comprar ações de companhias listadas no exterior no País como BDRs

AE |

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A partir de amanhã, ações de empresas americanas conhecidas dos brasileiros, como Apple, Google, Avon, Wal-Mart, McDonalds e Pfizer, começam a ser negociadas na BM&FBovespa. Bem, não exatamente ações, mas Brazilian Depositary Receipts (BDRs), que são certificados de ações de empresas listadas em bolsas fora do Brasil.

Funciona assim: as ações estrangeiras servem de lastro para os BDRs e, para evitar dupla contagem, elas são bloqueadas em seu mercado de origem. Por exemplo, uma empresa tem mil ações negociadas na bolsa de Nova York e, destas, 100 serão destinadas a "virar" BDR.

Estas 100 ações são bloqueadas (pois passam a ser transacionadas como BDR no Brasil) e restarão 900 disponíveis no mercado de origem. O lançamento desta terça-feira envolve BDRs "não patrocinados", ou seja, que não têm a participação das empresas emissoras. Quem criou esta operação foi a filial brasileira do Deutsche Bank e sua parceira é a filial da instituição alemã em Nova York.

Assim, as ações são compradas na bolsa americana onde são listadas (que pode ser a Bolsa de Nova York ou a Nasdaq), e "convertidas" em BDRs que são negociados aqui. O banco alemão será responsável pela emissão e registro dos BDRs na bolsa paulista.

Como "representante" destas empresas americanas no mercado brasileiro, o Deutsche Bank será o encarregado de divulgar as informações mais relevantes sobre elas ao investidor local. Isto acontece porque, como os BDRs não patrocinados não têm ligação com as empresas de origem das ações, elas não são obrigadas a divulgar informações ao mercado brasileiro.

Só que, pelo menos por enquanto, os investidores individuais (ou seja, pessoa física) não poderão comprar diretamente esses recibos de ações. E quem determina isso é a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que regula e fiscaliza o mercado de capitais brasileiro.

Os BDRs não patrocinados só podem ser comprados por instituições financeiras e fundos de investimento. Ou corretoras, mas só recursos próprios. A intenção é proteger o pequeno investidor, uma vez que as empresas de fora não têm de seguir as regras do mercado local. Desta forma, o investidor individual só poderá aplicar em BDRs destas companhias de forma indireta, por meio de algum fundo de ações.

Patrocinados

No caso das companhias que emitem BDRs patrocinados, elas são responsáveis por divulgar todas as informações que possam interessar ao investidor em sua tomada de decisão. Um exemplo de BDR patrocinado é o da Telefônica, empresa espanhola que entrou no Brasil por meio da compra da Telesp no programa de privatização.

Quando entrou no Brasil, a Telefônica lançou BDRs com lastro nas ações de sua matriz ( a Telefónica), que é listada na Bolsa de Madri, na Espanha. Cada BDR corresponde a uma ação da empresa espanhola e tem os mesmos direitos dados aos acionistas da matriz.

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