O investidor estrangeiro tem reforçado a procura por alternativas para driblar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cuja alíquota foi elevada de 2% para 4% na segunda-feira

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O investidor estrangeiro tem reforçado a procura por alternativas para driblar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cuja alíquota foi elevada de 2% para 4% na segunda-feira. O objetivo do governo com a medida é tentar conter a alta do real ante o dólar. O movimento fica claro na aposta de estrangeiros no mercado futuro de câmbio da BM&FBovespa. Nos últimos dias, a posição desses investidores a favor do real bateu recorde.

Ontem, ao final dos negócios, a aposta pró-moeda brasileira somava aproximadamente US$ 13 bilhões. Na segunda-feira, quando já havia a expectativa de alguma mudança no câmbio, beirou os US$ 15 bilhões. É um dado importante, porque há forte relação entre as posições no mercado futuro e a tendência para o dólar no mercado à vista. Ontem, a moeda americana subiu 0,60%, para R$ 1,68.

O governo detalhou ontem alguns pontos da medida. Embora tenha como objetivo principal frear o fluxo de dinheiro estrangeiro para a renda fixa (por causa da elevada taxa de juros brasileira, hoje em 10,75% ao ano), o IOF mais alto vai valer também para aplicações de estrangeiros em fundos de ações e multimercados, além de debêntures. Na prática, o que ficou de fora foi o investimento em ações.

Também ontem o Conselho Monetário Nacional (CMN) divulgou nova medida que abre espaço para o Tesouro comprar quase US$ 11 bilhões adicionais no mercado cambial. A ideia do governo é criar mais demanda pela moeda americana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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