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Ibovespa mostra recuperação nesta sexta e opera perto dos 60 mil pontos. Analistas veem a alta como um respiro após tantas quedas

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em baixa, mas ainda no início dos negócios passou a subir, em um ajuste após seis dias seguidos de queda. Às 15h39, o Ibovespa - principal referência da Bolsa - avançava 2,98%, recuperando os 59 mil pontos e se aproximando dos 60 mil pontos, aos 59.928 pontos. Na véspera, chegou a romper o suporte dos 58 mil pontos, mas fechou um pouco acima, aos 58.192. Nesta sexta-feira, as atenções do mercado se voltam para a reunião de ministros de finanças da União Européia (UE), em Bruxelas.

Na opinião de analistas, o movimento de hoje é um "respiro" após tantas quedas seguidas. "Hoje os mercados abriram um pouco mais positivos e a Bolsa tem uma recuperação técnica", comenta Pedro Galdi, analista da SLW. Para ele, também pesa a favor do Ibovespa a alta das commodities, que se recuperam. Para José Góes, analista da WinTrade, as baixas recentes foram exageradas. "Houve um exagero no mercado, agora ele tende a se ajustar", afirma. Desde 12 de maio, quando teve início a série de quedas, o Ibovespa perdeu cerca de 8%.

Nos Estados Unidos, a bolsa de tecnologia Nasdaq sobe 0,25% e Dow Jones avança 0,03% por volta de 15h50. Na Europa , as bolsas recuaram, mas perderam menos do que nas últimas sessões.

Os ministros das finanças dos países da zona do euro estiveram reunidos hoje em Bruxelas para buscar uma solução para a crise fiscal na região. Segundo informações do Valor Online, o presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy, disse que a maioria dos governos do bloco apoia sanções mais duras para punir países que violaram os limites de déficit e da dívida.

Na Alemanha, o Parlamento aprovou nesta sexta-feira o projeto de lei que estabelece a contribuição do país ao pacote da UE e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o resgate do euro, que chega a 123 bilhões de euros. Contribuição da Alemanha para reforço da moeda pode chegar a 148 bilhões de euros se algum país em crise não desembolsar sua parte.

Também saiu a revisão final do PIB alemão do 1º trimestre , que veio sem alteração em relação ao previamente divulgado, com alta de 0,2% sobre o quarto trimestre do ano passado e de 1,7% sobre o primeiro trimestre de 2009. "O PIB da maior economia européia já atingiu o fundo do poço e está – lenta e gradativamente – voltando ao topo. O processo de recuperação total pode demorar mais dois anos, mas – ao que tudo indica – irão retornar ao antigo patamar", comentam os economistas da Gradual Investimentos.

Na Ásia, a maioria dos mercados caiu nesta sexta-feira, influenciados pela forte queda em Wall Street na véspera. A China foi exceção, impulsionada por expectativas de que o governo não adotará medidas de aperto monetário. O índice Xangai Composto subiu 1,1% e encerrou aos 2.583,52 pontos - na semana, o índice acumulou declínio de 4,2%. O índice Shenzhen Composto ganhou 2,5% e terminou aos 1.008,48 pontos. “Houve alta apenas em Xangai com a expectativa de que medidas contracionistas (como alta de juros ou valorização do yuan) sejam adiadas em função da intensificação da crise na Europa”, explicam os analistas do Banco Fator em relatório matinal.

Dólar

O dólar operava em alta de 2,1% às 10h06 desta sexta-feira, quando atingiu R$ 1,90. No entanto, chegou a cair em seguida e, por volta de 15h53, operava novamente em terreno positivo, com ganho de 0,1% frente ao real, cotado a R$ 1,863 na venda.

(Com agências)

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