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Em Londres, índice FTSE 100 recuou 0,99%, para 5.334 pontos; o CAC-40, de Paris, caiu 0,73%, aos 3.693 pontos

Entre os principais índices do continente, o FTSE 100, de Londres, recuou 0,99%, para 5.334 pontos; e o CAC-40, de Paris, caiu 0,73%, aos 3.693 pontos. Apenas o DAX, de Frankfurt, seguiu em alta, com leve ganho de 0,33%, aos 6.038 pontos.

O governo da Grécia formalizou hoje o pedido da primeira parcela da ajuda financeira de 110 bilhões de euros oferecida pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O país precisa pagar 19 bilhões de euros para cobrir vencimentos em 19 de maio e pode receber amanhã a primeira injeção de recursos do FMI. O próprio FMI divulgou hoje um estudo em que aponta uma recuperação econômica fraca e desigual na Europa.

No documento Perspectiva Econômica Regional, o Fundo indicou que as políticas macroeconômicas ainda dão apoio a medidas de estímulo que estão em vigor para lidar com a crise da dívida soberana. Já a Fitch disse hoje que a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de estender as medidas especiais de liquidez estão em linha com o esperado e vem ajudar a restabelecer a confiança do mercado. No entanto, a agência ressalta que, embora essas medidas resultem em aumento de liquidez aos bancos, elas não são permanentes. Fora isso, a Fitch mostra alguma preocupação com a utilização não equânime desses instrumentos pelos bancos. Alguns aproveitam para implementar normas mais rígidas de atuação, mas outros não querem ou não podem fazer isso.

O setor bancário, que havia brilhado ontem, voltou ao terreno negativo nesta terça-feira. BBVA perdeu 1,5% e Credit Agricole fechou em baixa de 2,3%. Papéis de commodities também devolveram ganhos Xstrata caiu 3,9% e BHP Billiton perdeu 1,7%. O mercado soube hoje que o índice de preços ao consumidor na China teve acréscimo de 2,8% em abril, no comparativo com um ano antes. O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas.

Já a produção industrial chinesa expandiu-se 17,8% em abril, perante igual mês de 2009. A taxa ficou 0,3 ponto percentual abaixo daquela apurada em março. As ações da Telefónica recuaram 3,7% depois que a companhia espanhola fez uma oferta de 5,7 bilhões de euros pela participação de 50% da Portugal Telecom na operadora brasileira Vivo. O conselho de administração da companhia portuguesa recusou a oferta, mas suas ações fecharam em alta de 5,9%.

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