Os investidores operam de olho nos dados sobre a economia americana e continuam pessimistas quanto ao ritmo de recuperação global

Nem o crescimento econômico dos páíses da zona do euro foi capaz de devolver o ânimo aos investidores dos principais mercados acionários da região.

Há pouco, o índice FTSE 100, da bolsa de Londres, perdia 0,14%, para 5.257 pontos, enquanto em Paris, o CAC 40 recuava 0,38%, para 3.607 pontos. Em Frankfurt, o DAX tinha queda de 0,45%, aos 6.107 pontos Os investidores operam de olho nos dados sobre a economia americana e continuam pessimistas quanto ao ritmo de recuperação global. Hoje, o governo dos EUA anunciou que a inflação ao consumidor no país em julho foi de 0,3%, a primeira alta em quatro meses.

Esse avanço, porém, foi puxado pelos preços voláteis da energia. O núcleo do indicador subiu apenas 0,1%. Além disso, as vendas no varejo americano aumentaram 0,4%, impulsionadas por promoções de concessionárias de veículos. Descontando automóveis, as vendas avançaram 0,2% no mês passado. Os dados não mostram muito vigor no consumo, que é o motor da economia americana.

A preocupação com as dificuldades na retomada da atividade superou o efeito do dado positivo de crescimento econômico na Europa. O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro teve aumento de 1% no segundo trimestre contra os três primeiros meses do ano e de 1,7% na comparação com o segundo trimestre de 2009. O dado foi influenciado principalmente pelo crescimento da Alemanha, cujo PIB avançou 2,2% entre abril e junho, na comparação com os três meses anteriores.

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