Até o final do ano, operações devem aumentar o ritmo de crescimento e superar níveis pré-crise, segundo a Anbima

O mercado de operações de fusões e aquisições está mais ativo e deve ser recorde em 2010, na opinião de Bruno Amaral, coordenador do Subcomitê de Fusões e Aquisições da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). De janeiro a junho, os negócios anunciados somaram R$ 84,8 bilhões, valor 43,2% superior ao primeiro semestre de 2009. Até o final do ano, a expectativa de Amaral é que o crescimento seja ainda maior e que o valor total supere o recorde anterior, de R$ 136,5 bilhões, em 2007.

“O mercado de está muito ativo, em diversos setores”, afirma Amaral. Segundo ele, além das negociações já públicas, como a união de TAM e LAN e operações envolvendo as telefônicas Vivo, Telefónica, Oi e Portugal Telecom, novas transações podem estar por vir. “Não me supreenderá se tivermos mais operações no setor financeiro”, acrescenta.

Maior participação de asiáticos

A participação de estrangeiros na ponta compradora deve crescer no segundo semestre deste ano, segundo Amaral. No primeiro semestre, eles estiveram em 79% do volume negociado, seja como compradores, como vendedores, ou nos dois lados, segundo a Anbima. Já as aquisições envolvendo apenas empresas brasileiras foram 21%, ou R$ 17,8 bilhões.

“Devemos ver a volta dos estrangeiros no segundo semestre, o que não significa que a participação dos brasileiros vá cair, uma vez que o volume total e o número de operações deve crescer”, afirma Amaral.
Asiáticos

O coordenador de Fusões e Aquisições da Anbima destaca a tendência de aumento da participação de asiáticos, que no primeiro semestre já corresponderam a 35,8% das aquisições de companhias brasileiras por compradores do exterior.

“A participação da Ásia antes era insignificante. Pelo que está acontecendo agora, acredito que os asiáticos terão uma participação cada vez mais relevante no Brasil”, diz Amaral. O movimento começou o negócio entre o grupo chinês Wuhan Iron and Steel (Wisco) e a MMX Mineração e Metálicos Metálicos, controlada pelo grupo EBX, do empresário Eike Batista, no final de fevereiro deste ano.

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