Motivados pelo aumento da renda da população e por mudanças iminentes na regulação, bancos, varejo e empresas de cartões de crédito começam a se movimentar para garantir um bom lugar num mercado promissor.

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No movimento mais recente da indústria, a Caixa Econômica Federal (CEF) estuda o lançamento de uma bandeira própria. A informação é de fontes e não foi confirmada pela CEF. A notícia vem logo após o anúncio de parceira entre Santander e a credenciadora de cartões GetNet.

Não tenho dúvida de que 2010 será um marco diferencial dessa indústria. O cartão está se consolidando como meio de pagamento no Brasil, afirma Paulo Rogério Caffarelli, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

O sócio responsável pela área da indústria de varejo e bens de consumo da consultoria Deloitte, Reynaldo Saad, diz que as instituições financeiras veem grande potencial no uso dos plásticos, já que o poder aquisitivo da população está crescendo. Outro segmento que quer aproveitar os bons ventos é o de comércio, que contrata fornecedoras de cartões, como a CSU, para ter suas bandeiras próprias.

Arte iG

Regras vão mudar

As boas perspectivas também estão baseadas na mudança de regulação em curso no País. Em 30 de junho, por exemplo, termina a exclusividade da credenciadora Cielo com a bandeira Visa.

Os lojistas sentiam os efeitos negativos do monopólio e reclamavam das taxas de administração muito altas, afirma Saad. Mas, como atualmente o cartão de crédito já faz parte do dia a dia do consumidor e torna-se cada vez mais imprescindível, começou a haver pressão para o fim do monopólio.

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