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Alto desemprego nos EUA é o que mais preocupa investidor

Segundo pesquisa, aumento do emprego e da confiança dos consumidores são os fatores mais importantes para a melhora das bolsas

Reuters |

Bloomberg via Getty Images/Bloomberg
Operadores da Bolsa de Nova York: aumento do emprego daria impulso às ações
Wall Street está mais preocupada com o alto índice de desemprego nos Estados Unidos do que com a composição do Congresso após as eleições parlamentares de novembro ou a próxima iniciativa do Federal Reserve (o banco central norte-americano).

Ampliar os cortes nos impostos e elevar o crescimento devem ser as primeiras prioridades do novo Congresso, segundo uma pesquisa feita pela Reuters com 53 analistas financeiros, gerentes financeiros e empresas de compra e venda de ações.

Para Wall Street, revogar a lei de regulamentação financeira aprovada recentemente não é prioridade tão grande. Apenas três dos 53 entrevistados disseram que isso deveria ser uma das duas prioridades principais.

A pesquisa mostra que, para Wall Street, a redução do desemprego será de longe o fator mais importante para melhorar o clima nos negócios, seguida pelo aumento da confiança dos consumidores. Esses dois fatores seriam mais importantes que mais ações do Fed e até mesmo que uma recuperação das bolsas.

A economia americana passou por uma recessão de 18 meses que terminou em junho de 2009, a mais longa desde a Grande Depressão, mas desde então o crescimento vem sendo fraco, a despeito das tentativas da administração Obama de estimular a economia com uma combinação de gastos e incentivos fiscais.

A mais recente pesquisa da Reuters com economistas indica expectativas de um crescimento parco de 1,8% no PIB no terceiro trimestre e 2,1% no quarto.

"Se as leis e políticas promulgadas pela administração Obama tivessem gerado crescimento extraordinário em nossa economia, acho que não estaríamos tendo essas discussões sobre as eleições parlamentares de novembro... esse é o tema dominante," disse Dan Ripp, analista da Bradley Woods & Co, em Nova York.

Todas as cadeiras na Câmara dos Deputados e 37 cadeiras no Senado serão disputadas nas eleições, que ocorrem na metade do mandato presidencial. No momento, as duas casas são dominadas pelos democratas.

A expectativa é que os republicanos conquistem o controle pelo menos da Câmara dos Deputados.

Alguns analistas dizem que o mercado embutiu essa expectativa em sua retomada recente de setembro, e dois terços dos entrevistados na pesquisa dizem que o mercado vai apresentar uma reação positiva, mesmo que apenas modesta, se o controle de uma das casas do Congresso passar para os republicanos.

Um resultado desse tipo dará mais poder aos republicanos, fazendo com que seja mais difícil para os democratas promover sua agenda política.

 

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