SÃO PAULO - Descolada de Wall Street, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue operando no vermelho no pregão desta quinta-feira, com uma queda da maior parte dos papéis. Apesar da alta dos papéis PN da Petrobras, os investidores aproveitam a jornada para embolsar os lucros dos dois últimos pregões. Por volta das 15h, o Ibovespa recuava 0,69%, para 66.611 pontos, com giro financeiro negociado de R$ 3,232 bilhões.

SÃO PAULO - Descolada de Wall Street, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue operando no vermelho no pregão desta quinta-feira, com uma queda da maior parte dos papéis. Apesar da alta dos papéis PN da Petrobras, os investidores aproveitam a jornada para embolsar os lucros dos dois últimos pregões. Por volta das 15h, o Ibovespa recuava 0,69%, para 66.611 pontos, com giro financeiro negociado de R$ 3,232 bilhões. Em Wall Street, enquanto o índice Dow Jones tinha valorização de 0,%08, o Nasdaq se apreciava em 0,57% e o S & P 500 apurava alta de 0,43%. Na agenda de indicadores, destaque positivo para a queda dos novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos, que somaram 472 mil na semana fechada no dia 28 de agosto. Além disso, as vendas pendentes de moradias no país mostraram um aumento de 5,2% em julho, em relação a junho, de acordo com a Associação Nacional de Corretores de Imóveis do país (NAR, na sigla em inglês). O mercado, no entanto, ainda opera cauteloso, à espera dos dados do "payroll" de agosto, que serão divulgados amanhã. No ambiente corporativo, a Petrobras segue no foco dos agentes, depois do anúncio de que o preço médio do barril de petróleo na cessão onerosa ficou em US$ 8,51. A exploração dos 5 bilhões de barris prevista no contrato de cessão onerosa da União para a Petrobras prevê uma taxa de retorno de 8,83% para a estatal. Na avaliação da Link Investimentos, à primeira vista, a taxa de retorno está aquém do esperado. Em relatório enviado ao mercado assinado pelo analista-chefe Andrés Kikuchi, a instituição ressaltou que a possibilidade de que a oferta de capitalização da estatal aconteça dentro do prazo estimado é positiva, mas indicou que o sucesso da operação ainda depende do esclarecimento de algumas dúvidas referentes à oferta e da percepção dos investidores quanto ao preço do barril e adesão à oferta. "Consideramos uma adesão na oferta de ações aos minoritários inferior a US$ 20,00 bilhões / US$ 25,00 bilhões como um fator desfavorável à capitalização da Petrobras, uma vez que não deverá atender a necessidade de recursos para o plano de investimentos na estatal nos próximos anos", observou. A Link manteve o rating de "outperform" para os papéis da Petrobras, mas com um viés negativo em relação à maior expectativa de diluição dos minoritários, "em razão do elevado preço médio ponderado do barril na cessão onerosa puxado pela região de Franco, que foi submetida a uma única perfuração". Há pouco, Petrobras PN subia 1,44%, a R$ 27,42, com giro de R$ 531,2 milhões, enquanto Petrobras ON cedia 0,83%, a R$ 30,99, com volume negociado de R$ 157,4 milhões. Ainda entre os maiores giros do dia, Vale PNA recuava 1,43%, a R$ 42,68, e OGX Petróleo ON perdia 2,23%, a R$ 20,53. Entre as poucas altas do Ibovespa, além de Petrobras, os destaques partiam de Fibria ON (2,68%, a R$ 29,50) e das units da ALL (1,01%, a R$ 16,92). Já as principais quedas do dia partiam de CCR Rodovias ON (-2,3%, a R$4 40,82), das units do Santander Brasil (-2,66%, a R$ 21,90) e de Cemig PN (-3,13%, a R$ 27,80). (Beatriz Cutait | Valor)

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