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Agentes questionam crescimento e DIs desabam na BM & F

SÃO PAULO - Os contratos de juros longos tiveram um forte ajuste de baixa nesta quinta-feira. O gatilho para o movimento foram os dados de produção de industrial, que mostraram estabilidade contra previsão de alta.

Valor Online |

Mas tamanha variação de contratos com elevado volume também mostra briga de gente grande no mercado. Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em agosto de 2010 subia 0,02 ponto, a 10,36%. Setembro de 2010 ganhava 0,01 ponto, a 10,60. Mas janeiro de 2011 recuava 0,04 ponto, a 11,31%. Entre os longos, o contrato para janeiro de 2012, o mais líquido do dia, apontava desvalorização de 0,10 ponto, a 11,96%. Janeiro de 2013 devolvia 0,14 ponto, a 12,04%. E janeiro 2014 caía 0,13 ponto, também a 12,05%. Até as 16 horas, foram negociados 1.193.415, contratos, equivalentes a R$ 106,78 bilhões (US$ 59,27 bilhões), 55% a mais do que o registrado ontem. O vencimento janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 336.230 contratos, equivalentes a R$ 28,35 bilhões (US$ 15,73 bilhões). Segundo o estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, a percepção de atividade mais baixa, não só no Brasil, mas também nos Estados e na China pegou o mercado, a despeito do tom mais duro do relatório de inflação apresentado ontem. Por aqui, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a produção industrial registrou estabilidade entre abril e maio, contra previsão de alta. Já no comparativo anual, o resultado ainda é forte. Elevação de 14,8%. Nos Estados Unidos, o índice de atividade industrial caiu mais do que o previsto em junho e um número maior de americanos foi em busca de seguro-desemprego na semana passada. Já na China, a setor industrial também perdeu força no mês passado. O principal reflexo dessa leitura de que o ritmo de reativação da economia fraqueja nos EUA e perde fôlego na China é a queda no preço das commodities. O petróleo, por exemplo, perdeu 4% hoje. Segundo Nepomuceno, se esse movimento de baixa persiste, o menor preço das matérias-primas tende a contribuir para uma queda da inflação no mercado local. Ainda de acordo com o estrategista, essa forte devolução nos prêmios de risco não muda a expectativa de que o Banco Central fará novas elevações na taxa básica de juros. O que pode estar ocorrendo, segundo o especialista, é que os agentes que esperam um aperto total superior a 300 pontos estejam revendo essas posições. (Eduardo Campos | Valor)

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