SÃO PAULO - O mal-estar causado pelas declarações pouco animadoras do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Ben Bernanke, ficaram restritas ao pregão de quarta-feira. Hoje, parece que não há mais preocupação com a fragilidade da economia americana e os agentes voltam a atuar com força nas bolsas de valores, no câmbio e nas commodities. É dentro desse ambiente que se insere a movimentação do câmbio local. Mas o pregão por aqui tem suas particularidades.

SÃO PAULO - O mal-estar causado pelas declarações pouco animadoras do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Ben Bernanke, ficaram restritas ao pregão de quarta-feira. Hoje, parece que não há mais preocupação com a fragilidade da economia americana e os agentes voltam a atuar com força nas bolsas de valores, no câmbio e nas commodities. É dentro desse ambiente que se insere a movimentação do câmbio local. Mas o pregão por aqui tem suas particularidades. Conforme notou o diretor da Pioneer Corretora, João Medeiros, os agentes operam na expectativa das entradas de recursos programadas para a semana que vem. Entram no país, aproximadamente, US$ 800 milhões, resultado de captações externas feitas por empresas, como a JBS, e bancos, como o Votorantim. No entanto, Medeiros chama atenção para um fenômeno já observado algumas vezes nas últimas semanas. Basta o dólar se aproximar de R$ 1,75 que aparecem compradores de todos os lados. "O pessoal fica com o dedo no gatilho", diz Medeiros. Por volta das 13 horas, o dólar comercial apresentava baixa de 0,95%, a R$ 1,767 na venda. Na mínima a moeda foi a R$ 1,759. A movimentação é intensa no interbancário, com mais de US$ 2 bilhões negociados no período da manhã. No mercado futuro, o dólar com vencimento em agosto, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), apresentava queda de 0,89%, a R$ 1,7685. Hoje, a perda de valor do dólar não é exclusividade do mercado local. A divisa também cede espaço para o euro e outras moedas. Parte da fraqueza da moeda americana é atribuída à percepção de menor crescimento dos EUA. Já a força do euro, que sobe quase 2%, retomando a linha de US$ 1,29, seria justificada pelos indicadores econômicos positivos da região. Em Wall Street, os balanços voltaram ao foco dos investidores, depois que AT & T, 3M, e Caterpillar superaram o previsto. Há pouco, o Dow Jones, S & P e Nasdaq ganhavam mais de 2% cada. A bolsa local acompanha a melhor de humor e o Ibovespa também apresenta valorização superior a 2%. (Eduardo Campos | Valor)

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