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Ações da Paranapanema disparam mais de 6%, na contramão do mercado

SÃO PAULO - Em um dia de perdas para o mercado acionário brasileiro, os papéis ON da Paranapenema se destacam, ao disparem mais de 6%. Por volta das 16h, as ações ON da companhia subiam 6,43%, a R$ 6,12, e movimentavam R$ 19,838 milhões. Já o Ibovespa caía 0,58%, para 66.

Valor Online |

SÃO PAULO - Em um dia de perdas para o mercado acionário brasileiro, os papéis ON da Paranapenema se destacam, ao disparem mais de 6%. Por volta das 16h, as ações ON da companhia subiam 6,43%, a R$ 6,12, e movimentavam R$ 19,838 milhões. Já o Ibovespa caía 0,58%, para 66.684 pontos. Os papéis da Paranapanema mostram recuperação, depois da perda de 6,5% ontem, quando a Vale não conseguiu adquirir nenhuma ação da mineradora no leilão de oferta pública. A Vale aumentou gradualmente a oferta inicial de R$ 6,30 para até R$ 6,75, mas resistiu a chegar aos R$ 7,50. Matéria publicada nesta edição do Valor mostrou que este foi o preço fixado previamente pelos controladores da companhia - Previ, Petros e BNDESPar - a partir do qual estariam dispostos a vender seus papéis na operação, segundo apurou o jornal. A Link Investimentos ressaltou que o resultado do leilão foi surpreendente, já que a instituição esperava que a adesão seria grande no leilão, em função do número de ações nas mãos da Previ e do BNDES, também acionistas da Vale. A Link avalia que a Vale poderá fazer uma oferta maior à Paranapanema, mas ressalta que os ativos da empresa não são essenciais à mineradora. Ao apontar que não faltam recursos à Vale, a Link observou que a companhia pode preferir realizar um projeto greenfield e substituir a compra. "Mantemos nossa recomendação de 'compra' para a Vale, e acreditamos que os acionistas da Paranapanema perderam uma boa possibilidade de realização das ações", observou a Link, em relatório enviado a clientes. Para a Ativa Corretora, se a Vale optar por insistir na aquisição e se o preço for elevado para patamares muito superiores, o impacto para suas ações poderá ser negativo. "Contudo o potencial de obtenção de sinergias operacionais poderia contribuir para agregar valor à operação", assinalou a Ativa, em relatório assinado por Luciana Leocadio. Para a corretora, se bem sucedido, o movimento estará alinhado à estratégia de diversificação de produtos da Vale, agregando uma maior exposição na produção de cobre e fertilizantes. A Ativa, entretanto, observou que "o preço de R$ 6,30 por ação oferecido já embutia um múltiplo de 12 vezes EV/EBITDA [indicador que mostra o valor da empresa sobre a sua geração de caixa e que pode dar uma ideia do prazo de retorno do investimento] estimado para 2010, significativamente acima do múltiplo negociado pela própria Vale, de 6,6 vezes em 2010". (Beatriz Cutait | Valor)

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