Ação de Manguinhos volta à Bolsa e fecha em queda

Depois de seis dias úteis de suspensão, papéis fecharam com queda de 69,70%, a R$ 0,20; CVM determinou retorno das negociações das ações nesta terça-feira

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As ações da Refinaria de Petróleos Manguinhos voltaram ao pregão da bolsa no fim da tarde desta terça-feira, depois de seis dias úteis de suspensão, e fecharam com queda de 69,70%, a R$ 0,20. Os papéis ficaram em leilão por uma hora, a partir de 16h36, após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinar o retorno das negociações, em comunicado à BM&FBovespa.

Em 15 de outubro, a companhia solicitou a suspensão da negociação das ações por tempo indeterminado, após ato do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), declarando a desapropriação do terreno ocupado pela refinaria. O último dia de negócios com o papel havia sido 11 de outubro, quando a ação ordinária (ON, com direito a voto) caiu 67,85%, para R$ 0,27.

MaisCVM determina volta das ações de Manguinhos ao pregão

A CVM teve de recorrer à Justiça para conseguir manter a determinação de retomada das negociações. Nesta terça-feira, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que acompanha o processo de desapropriação da refinaria. Segundo Allan Kardec, diretor da ANP, haverá nesta quarta-feira (24) uma reunião de diretoria da agência para debater a questão.

"A ANP está acompanhando todo esse processo. Já recebemos o decreto por parte do governador Sérgio Cabral", afirmou Kardec, em seminário no Rio. Parte da argumentação do governo do Estado pela desapropriação sustenta que o combustível refinado em Manguinhos é de baixa qualidade, mas Kardec disse que a ANP monitorava a qualidade. "Fizemos 49 fiscalizações no grupo Manguinhos só nos últimos 22 meses. Foram 2,2 (fiscalizações) por mês", declarou, sem comentar os resultados.

TambémANP debaterá nesta quarta-feira caso da refinaria de Manguinhos

Também nesta quarta-feira, em reunião semanal do Sindipetro-RJ com os funcionários de Manguinhos, na entrada da refinaria, às margens da Avenida Brasil, serão debatidas possíveis ações por parte dos trabalhadores. Segundo Emanuel Cancella, secretário-geral do Sindipetro-RJ, o mais provável é que se decida por novos protestos, como fechamento da avenida ou atos contra o governador em frente ao Palácio Guanabara.

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