Britânico RBS questiona motivos do Santander após desistência em negócio

Banco espanhol alegou que, mais de dois anos depois de o negócio ser fechado, ainda era difícil separar as unidades do RBS, e que não estaria preparado para esperar ainda mais

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O presidente do conselho do Royal Bank of Scotland, Philip Hampton, lançou dúvidas neste sábado sobre os motivos dados pelo espanhol Santander para justificar a inesperada decisão de desistir do acordo de 1,65 bilhão de libras (US$ 2,65 bilhões) para comprar 316 agências do banco britânico.

O Santander disse que, mais de dois anos depois de o negócio ser fechado, ainda se mostrava muito difícil separar as unidades do RBS, e que não estaria preparado para esperar ainda mais.

Mas Hampton, falando a repórteres em Tóquio, onde participava de eventos paralelos ao encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI), levantou a possibilidade de que outros fatores estivessem envolvidos.

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"As pessoas estão ventilando que não é uma época fácil em geral para os bancos para assumir uma série de ativos de risco", disse Hampton. "Desafios de TI sempre podem ser solucionados."

O banco RBS, 83 por cento pertencente aos contribuintes britânicos, disse que terá de reiniciar o processo de venda, que foi exigido por autoridades europeias como condição para o resgate britânico do RBS em 2008.

Mas o RBS pode ter dificuldades para encontrar um comprador, e pode ter que aceitar um preço menor.

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O Santander UK tinha concordado em comprar agências e negócios de 1,8 milhão de clientes em agosto de 2010, mas tecnologia e problemas de separação acabaram por alterar a data original de conclusão da oferta.

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