Ações de construtoras sobem com ajustes para imóveis econômicos

Aumento do valor máximo e redução de juros para financiamento de imóveis do segmento econômico, anunciado na quinta-feira deram fôlego aos papéis do setor

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As ações das construtoras e incorporadoras que integram o Ibovespa tinham forte valorização nesta sexta-feira, refletindo aumento do valor máximo e redução de juros para financiamento de imóveis do segmento econômico, anunciado na véspera.

Na quinta-feira, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) atualizou o valor dos imóveis e as faixas de renda e reduziu a taxa de juros aos tomadores de crédito do FGTS para compra de imóveis enquadrados no segmento econômico.

Governo anuncia mudanças no Minha Casa Minha Vida

No caso dos valores, o teto máximo que era de R$170 mil para o Distrito Federal e as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro passou a ser de R$190 mil, por exemplo.

Também foram reduzidos os juros nos financiamentos do programa "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal.

"Isso dá fôlego novo para o Minha Casa, Minha Vida e ajuda no curto prazo a precificação um pouco melhor dos ativos do setor... ajuda na melhora de humor dos investidores com o setor de construção", disse o analista Marcos Pereira, da Votorantim Corretora.

Já o analista Guilherme Rocha, do Credit Suisse, considerou a mudança como "neutra", afirmando que poderia "frustrar alguns investidores", visto que o ajuste do nível de renda foi de "tímidos" 5,6%, enquanto o indicador de inflação do setor (INCC) acumula alta de 35%.

"O governo pode estar tentando controlar a inflação ao evitar muita indexação na economia", escreveu Rocha em relatório, acrescentando que "o mercado já estava precificando os ajustes após sinalização da Caixa Econômica Federal na semana passada (sobre os ajustes)".

Às 11h05, Brookfield Incorporações operava de 4,34%, Cyrela Brazil Realty exibia valorização de 3,9% e Rossi Residencial tinha ganho de 3,4%. No mesmo horário, o Ibovespa exibia alta de 1,6%.

Gafisa e PDG Realty avançavam 5% e 3,2%, respectivamente, enquanto a MRV Engenharia, que tem atuação concentrada no segmento econômico, subia 2,5%.

Segundo Rocha, os novos ajustes devem ajudar a MRV em menor proporção, considerando que a principal exigência do setor era por um maior aumento nos níveis de renda que definem as faixas do programa habitacional.

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