Bovespa cai, mas deve ter segundo melhor mês no ano

Até agora, ganho acumulado do Ibovespa em setembro é de 5,57%; nesta quinta-feira, queda foi de 0,39%

Agência Estado |

Agência Estado

No penúltimo dia útil do mês a Bovespa voltou a se descolar de Nova York e encerrou em queda pelo terceiro dia seguido. Nem mesmo o orçamento espanhol anunciado no início da tarde, os dados mistos nos EUA e a injeção de recursos no mercado monetário chinês, feita nesta quinta-feira pelo Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país), o que foi considerado positivo, foram suficientes para fazer a Bolsa seguir o exterior. As principais blue chips - Vale e Petrobras - oscilaram entre pequenas altas e quedas, praticamente durante toda a tarde, e também ajudaram o índice paulista a permanecer em campo negativo.

Leia também: Dólar segue exterior e cai 0,20%

Com isso, o Ibovespa encerrou com declínio de 0,39%, aos 60.239,79 pontos. No mês, o ganho acumulado é de 5,57% - se este nível se confirmar na sexta-feira, será a maior alta mensal deste janeiro, quando a Bolsa atingiu o auge de 11,13%. No ano, o ganho é de 6,14%. Na mínima, o índice atingiu 59.876 pontos (-0,99%) e, na máxima, 60.889 pontos (+0,68%). O giro financeiro ficou em R$ 6,558 bilhões.

Para o gerente de mesa de renda variável da corretora Hcommcor, Ariovaldo Santos, este descolamento da Bolsa do mercado acionário internacional mostra que os investidores estão operando muito mais o índice. "Isso é briga de índice. O investidor está operando muito mais o Ibovespa do que as ações", disse, ressaltando ainda que as idas e vindas das ações da Petrobras e Vale hoje confirmam esta percepção. "Para mexer com o índice, é só comprar ou vender Vale e Petro. O cara vende Vale e passa um tempo e volta para o mercado para comprar novamente", explicou.

Na contramão de seus pares no exterior, Petrobras e Vale terminaram o dia em queda. O papel ON da petroleira caiu 0,08% e o PN, -0,26%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em novembro encerrou com ganho de 2,08%, a US$ 91,85 o barril.

A ação da mineradora perdeu 0,19% a ON e -0,25% a PNA. Os contratos futuros dos metais básicos fecharam em alta na London Metal Exchange (LME), embora sinais macroeconômicos contraditórios tenham impedido que os metais ampliassem os ganhos.

Entre os destaques de queda do Ibovespa figuraram Rosi Residencial ON (-3,70%), Gafisa ON (-3,40%) e Dasa ON (-3,20%). Já o lado positivo foi liderado por B2W ON (+4,91%), seguida de Fibra ON (+2,74%) e Sabesp ON (+2,55%).

Os bancos, ainda sob influência da questão dos juros, fecharam em direções distintas. Bradesco PN e Banco do Brasil ON subiram 1,28% e 0,16% respectivamente, enquanto Itaú Unibanco PN e Santander units caíram 1,25% e 0,59%, respectivamente.

Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,54%, o S&P 500 ganhou 0,96% e o Nasdaq, +1,39%.

Veja também: Depois de virar patinho feio, Brasil volta aos poucos a atrair estrangeiros

Leia tudo sobre: ECONOMICOECONOMIAbolsabovespaibovespa

Notícias Relacionadas


    Mais destaques

    Destaques da home iG