Bovespa opera em alta sob influência de Nova York

Em dia de agenda vazia, bolsa brasileira segue tendência do mercado dos EUA e sinais positivos de algumas das principais praças europeias

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Em um dia de agenda esvaziada no Brasil e no exterior, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apóia-se, na abertura dos negócios, na leve tendência de alta em Nova York e nos sinais positivos de algumas das principais praças europeias. Em Wall Street, a expectativa gira em torno do primeiro dia de vendas do iPhone 5, da Apple, o que traz um viés positivo para os negócios. Já a Europa reage a notícias de que um novo pacote de ajuda à Espanha pode ser anunciado na semana que vem.

Às 10h28 (horário de Brasília), o Ibovespa tinha alta de 0,54%, aos 62.023pontos. Em Nova York, o S&P futuro subia 0,53% e o Nasdaq futuro avançava 0,43%. Na Europa, onde os índices à vista já operam, Paris subia 0,63%, Frankfurt tinha alta de 1,16%, Madri avançava 1,77% e Milão tinha ganhos de 1,44%. Já a Bolsa de Londres estava estável.

"Ontem, quando saiu a notícia da ajuda à Espanha, a Bovespa melhorou e fechou em alta. Mas o mercado hoje não tem muita definição de rumo. A agenda é vazia e a Bolsa deve ficar de olho em Nova York", resumiu um operador ouvido pela Agência Estado.

Nos EUA, as atenções estão voltadas para a Apple, que começou a vender o iPhone 5 nesta sexta-feira em vários países ao redor do mundo - mas não no Brasil. A expectativa com as vendas traz certo viés de alta para os futuros em Nova York.

Na Europa, conforme reportagem do jornal britânico "Financial Times", as autoridades da União Europeia trabalham em um novo pacote de ajuda à Espanha, que incluiria compras de bônus espanhóis pelo Banco Central Europeu (BCE). O programa pode ser anunciado na próxima quinta-feira (27), o que também deixa alguns dos principais índices de ações na Europa no território positivo.

Enquanto um otimismo é verificado no exterior, no Brasil o governo editou Medida Provisória (MP) que autoriza a União a conceder crédito à Caixa Econômica Federal de até R$ 13 bilhões e ao Banco do Brasil de até R$ 8,1 bilhões. No caso do BB, que é cotado em bolsa, os recursos serão destinados a aplicações em operações de crédito direcionadas a financiar o segmento agropecuário referente à safra 2012/2013.

Além disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou em viagem à Europa que ainda há espaço para redução de juros e que uma taxa de expansão de 4,2% para a economia brasileira em 2013 é realista. Os comentários, apesar de afetarem mais diretamente os negócios na renda fixa, estarão no radar dos investidores em Bolsa. "Se migrar um pedacinho dos recursos da renda fixa para a nossa Bolsa, já será uma festa", comentou o operador.

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