Dólar abre em alta após dados fracos sobre a economia da China

No mercado de balcão, o dólar à vista abriu em alta de 0,30%, cotado a R$ 2,030

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Os números fracos sobre a atividade industrial na China e na zona do euro dão o tom da menor disposição ao risco no exterior, o que garante uma abertura em alta do dólar em relação ao real nesta quinta-feira.

Mas a agenda econômica forte também nos Estados Unidos deve provocar maiores oscilações nos negócios locais, na contramão do verificado na véspera, quando a incerteza sobre uma atuação do Banco Central "travou" o mercado doméstico de câmbio. Ainda assim, a expectativa pela autoridade monetária, que se manteve afastada na quarta-feira (19) pelo segundo dia seguido, permanece nesta quinta-feira.

Por volta das 9h20, na BM&FBovespa, o contrato futuro do dólar para outubro subia 0,15%, a R$ 2,0315, na mínima, afastando-se do patamar de R$ 2,02, visto por alguns operadores de câmbio como um possível gatilho para uma intervenção do BC, provavelmente via swap cambial reverso (equivalente à compra de dólares no mercado futuro). Na máxima, porém, esse contrato alcançou R$ 2,0335 (+0,25%). Já no mercado de balcão, o dólar à vista abriu em alta de 0,30%, a R$ 2,030.

Um operador de tesouraria de um banco local avalia que a possibilidade de uma ação da autoridade monetária nesta sessão está mais distante, ao menos no início do pregão, diante do sinal negativo que prevalece nos mercados financeiros no exterior, o que impulsiona o dólar.

Ainda por volta do horário acima, em Nova York, o euro caía a US$ 1,2951, de US$ 1,3049 no fim da tarde de quarta-feira (19). Entre as moedas correlacionadas com commodities, o dólar norte-americano avançava 0,81% ante o dólar australiano; crescia 0,43% ante o dólar canadense; subia 0,73% ante a rupia indiana e ganhava 0,45% da lira turca.

Essas moedas, as principais commodities industriais e as bolsas internacionais são penalizadas pelo resultado preliminar de setembro do Índice de Gerentes de Compras (PMI) da China, medido pelo HSBC, que, apesar do ligeiro avanço, permaneceu no terreno que indica contração da atividade pelo 11º mês consecutivo, mantendo preocupações quanto à desaceleração da segunda maior economia mundial. Já na Europa, a queda do índice PMI na zona do euro para o menor nível desde junho de 2009, contrariando a previsão de alta, indicou uma contração da economia do bloco neste terceiro trimestre.

Já nos EUA, a agenda econômica também é forte e reserva a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos no país. Às 10 horas, é a vez da leitura preliminar de setembro do índice Markit de atividade industrial no país. Às 11 horas, sai o índice regional de atividade na Filadélfia e, no mesmo horário, será conhecido o índice dos indicadores antecedentes em agosto.

Para o profissional citado acima, que preferiu não ser identificado, dependendo da leitura dos mercados financeiros aos números norte-americanos, o vaivém dos negócios domésticos pode ser mais intenso nesta quinta-feira. "E o mercado pode aproveitar para provocar o BC", acrescenta.

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