Petróleo cai 3,47% e fecha no menor nível em 6 semanas

O contrato de petróleo para outubro caiu US$ 3,31 (3,47%) e fechou a US$ 91,98 o barril

Agência Estado |

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Os contratos futuros de petróleo negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) fecharam em forte queda nesta quarta-feira (19), caindo para o menor nível em seis semanas, após os dados sobre os estoques comerciais dos EUA, que vieram muito acima do esperado. O contrato de petróleo para outubro caiu US$ 3,31 (3,47%) e fechou a US$ 91,98 o barril. Foi a maior queda mensal em dois meses. Já na plataforma eletrônica ICE, o barril do petróleo Brent para novembro recuou US$ 3,84 (3,43%), fechando a US$ 108,19.

Nesta quarta-feira, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) do governo dos EUA divulgou que os estoques de petróleo bruto do país subiram 8,534 milhões de barris na semana encerrada em 14 de setembro, para 367,626 milhões de barris. A estimativa dos analistas era de alta de 500 mil barris.

Os estoques de gasolina recuaram 1,407 milhão de barris, ante estimativa de alta de 700 mil barris. Já os estoques de destilados recuaram 322 mil barris, quando a previsão era de avanço de 1,1 milhão de barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias subiu de 84,7% para 88,9%. A previsão era de que a taxa subisse para 86,1%.

Também contribuíram para a queda do petróleo hoje informações de que a Arábia Saudita quer que os preços caiam mais e atenderá à demanda pela commodity. Segundo fontes, autoridades sauditas estão preocupadas com os altos preços do petróleo recentemente.

Enquanto isso, a Casa Branca afirmou hoje, em um encontro com jornalistas rotineiro, que o governo dos EUA está monitorando os mercados de petróleo e que o presidente Barack Obama "insiste que todas as opções para lidar com os altos preços do petróleo continuam na mesa de negociação, e isso inclui a liberação das reservas estratégicas".

O governo dos EUA se recusou a comentar se está conversando com autoridades sauditas sobre ações para conter os preços do petróleo, afirmando apenas que aprova "o contínuo comprometimento da Arábia Saudita de adotar todos os passos necessários para garantir que o mercado esteja bem abastecido". As informações são da Dow Jones.

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