Cerca de 13 mil funcionários participam da paralisação, segundo sindicato. Banqueiros apresentaram proposta de reajuste de 6%, mas a categoria pede 10,25%

Agência Estado

Cerca de 13 mil bancários de São Paulo (menos de 10% da força de trabalho) participaram das paralisações da categoria na manhã desta terça-feira, segundo levantamento do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Sem sucesso nas negociações da campanha salarial, os trabalhadores entraram em greve nesta terça em todo o País por tempo indeterminado . Ao todo, 402 locais de trabalho fecharam nesta manhã na base do sindicato.

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Bancários querem reajuste de 10,25% dos salários
Tânia Rêgo/ABr
Bancários querem reajuste de 10,25% dos salários

A categoria tem cerca de 500 mil funcionários no País e 138 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Os banqueiros apresentaram proposta de reajuste linear para salários, pisos e benefícios de 6%. A proposta passa longe da reivindicação dos trabalhadores, que pedem 10,25%, sendo 5 pontos porcentuais de aumento real. "A categoria lamenta a falta de comprometimento dos banqueiros, que têm condições de propor reajuste adequado aos trabalhadores, mas preferiram forçar a greve", disse a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, em nota distribuída à imprensa.

Antes de iniciar a greve, os bancários realizaram duas assembleias gerais, no dia 12 e no dia 17. "Fizemos nove rodadas de negociação com a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) e eles foram irredutíveis no reajuste de 0,58%, bem abaixo da média (2,23%) oferecida pelas categorias que fecharam acordo no primeiro semestre, que têm rentabilidade bem inferior aos bancos", completou Juvandia.

Em entrevista na segunda-feira (17) à Agência Estado, o diretor de Relações de Trabalho da Fenaban, Magnus Ribas Apostólico, disse que a instituição estava disposta a negociar, mas não poderia dar "grandes saltos", considerando a instabilidade econômica de 2012.

Na quinta-feira (20), às 16h, os bancários farão nova assembleia para decidir os rumos da mobilização.


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