Dólar abre em alta, mas permanece expectativa com BC

No mercado de balcão, o dólar à vista subia 0,35%, na máxima, a R$ 2,020

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Sem muito espaço para corrigir "exageros" nos preços em reação a novos estímulos econômicos nos Estados Unidos, devido à atuação do Banco Central, o dólar deve apresentar certa acomodação em relação ao real no pregão desta segunda-feira.

Ainda assim, o ligeiro viés de alta, em linha com o verificado no exterior, deve ser replicado por aqui. Porém, qualquer tentativa de empurrar a moeda norte-americana para baixo deixa aberta a possibilidade de novas intervenções por parte da autoridade monetária, ainda mais após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não medir palavras para garantir que não permitirá que a injeção de liquidez promovida pelo Federal Reserve impacte a moeda brasileira.

Por volta das 9h30, na BM&FBovespa, o contrato futuro do dólar para outubro subia 0,57%, a R$ 2,0285, na máxima, depois de bater mínima a R$ 2,0205 (+0,17%). No mercado de balcão, o dólar à vista subia 0,35%, na máxima, a R$ 2,020.

Segundo operadores das mesas de câmbio, o ligeiro viés de baixa dos ativos de risco no exterior, que conduz o dólar para cima, deve atenuar a pressão sobre a moeda norte-americana nos negócios locais.

Porém, os profissionais, que falaram sob a condição de não serem identificados, avaliam que o mercado continuará testando o piso informal de R$ 2,00, até porque a colocação de contratos de swap cambial reverso para novembro e dezembro, realizada pelo BC na última sexta-feira, foi pequena.

No horário acima, em Nova York, o euro caía a US$ 1,3100, na mínima do dia, de US$ 1,3132 ao final da semana passada; o dólar subia a 78,43 ienes, de 78,31 ienes. Já o dólar norte-americano subia 0,52% ante o dólar australiano e avançava 0,31% ante o dólar canadense.

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