Caixa e Banco do Brasil travam guerra do crédito

Pesquisa do BC mostra que, em um ano, os juros do crédito pessoal caíram 25% na Caixa, 23% no BB e no Itaú Unibanco e 20% no Bradesco

Agência Estado |

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Enquanto os atores Camila Pitanga e Reynaldo Gianecchini tentam convencer os clientes sobre qual banco estatal tem a menor taxa de juros do mercado, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil travam uma disputa para mostrar, com números, os resultados da política para mudar o custo do crédito no País.

Dados do Banco Central mostram que o BB ficou pela primeira vez no topo da lista como instituição que cobra a menor taxa no crédito pessoal na primeira quinzena de agosto, considerando os grandes bancos de varejo. Duas semanas depois, os juros da Caixa nesta modalidade já estavam 17% menores e se encontravam abaixo de 2% ao mês, novamente os menores do ranking.

A pesquisa do BC mostra que, em um ano, os juros do crédito pessoal caíram 25% na Caixa, 23% no BB e no Itaú Unibanco e 20%, no Bradesco. Nesse mesmo período, o BC cortou a taxa básica de 12,5% para 7,5% ao ano. Mas a queda dos juros bancários se acentuou a partir de abril, quando o governo determinou aos bancos públicos que acelerassem esse processo.

O vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, Alexandre Abreu, disse que o resultado dessa política começou a aparecer de forma mais clara a partir de junho nos dados do BC e que essa queda deve se manter nos próximos meses. No cheque especial, por exemplo - linha mais cara pesquisada pelo BC -, os juros caíram 50% na Caixa e 40% no BB nesse período. Neste caso, os bancos privados fizeram poucas alterações e têm hoje uma taxa que é quase o dobro da verificada nos concorrentes estatais, que está próximo de 4% e 5% ao mês.

O vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival, disse que os juros vão continuar caindo, o que deve acirrar a competição pelo crédito. “Os bancos vão ter de olhar para dentro, aumentar a eficiência, aprimorar os modelos de relacionamento com cliente”, afirmou. “Estamos crescendo com qualidade do crédito. E a tendência é aparecer cada vez mais o nosso diferencial.” As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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