Publicidade
Publicidade - Super banner
Mercados
enhanced by Google

Bovespa reflete indefinição externa e fecha em leve baixa

Ibovespa cai 0,26% nesta quinta-feira, enquanto bolsas dos EUA e da Europa fecham sem uma direção definida

Valor Online |

Valor Online

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em leve baixa nesta quinta-feira, corrigindo parte da forte alta de quarta-feira . O quadro de indefinição também se repete nas bolsas americanas, que ficaram próximas da estabilidade pelo segundo dia seguido, mesmo após a China divulgar números de sua economia abaixo das expectativas.

Veja também:  Dólar cai pelo terceiro dia seguido e fecha cotado a R$ 2,016

O Ibovespa fechou em baixa de 0,26%, aos 58.797 pontos. Em Wall Street, índice Dow Jones caiu 0,08%, Nasdaq ganhou 0,17% e S&P 500 teve alta de 0,03%. Na Europa , o índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, fechou em alta de 0,45%.

"O mercado continua em lua de mel", brincou um operador ao comentar a reação modesta dos investidores aos dados chineses fracos. "Parece que o atual cenário já está no preço."

A estrategista da Fator Corretora, Lika Takahashi, acredita que está faltando notícia no mercado para que as bolsas busquem novos patamares. "Falta 'trigger' (motivo). Avançamos um nível (para a linha de 58 mil pontos) e agora o Ibovespa quer tentar os 60/62 mil pontos, mas nada acontece". A especialista alerta que um avanço para novo patamar sem razões consistentes poderia desencadear uma forte realização na sequência.

Entre as ações mais negociadas da bolsa brasileira, Vale PNA ganha 0,75%, para R$ 37,55; OGX ON sobe 2,75%, para 6,36; e Petrobras PN devolve apenas 0,85%, para R$ 21, depois da alta de mais de 4,5% na véspera - mesmo após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter descartado a possibilidade de reajuste no preço da gasolina. "O [Guido] Mantega está fazendo o papel dele, para não causar expectativa de aumento da inflação. Mas creio que as chances do reajuste sair neste ano são boas, diante do resultado fraco da Petrobras no segundo trimestre", avalia Lika.

Ela lembra que não é interessante para o governo que a Petrobras tenha prejuízo, o que afetaria a geração de dividendos e, consequentemente, a receita do governo. "Uma hora a Dilma vai ter que ceder." Enquanto isso, o investidor estrangeiro monta posições compradas (aposta na alta da bolsa) em contratos de Ibovespa Futuro na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), mas atua discretamente no mercado à vista.

Segundo um operador, esse investidor está "travado", comprando índice futuro e mantendo-se vendido nos papéis à vista, em uma espécie de operação de renda fixa, onde ele define uma taxa de retorno nesse conjunto de transações. "Ele não está apostando nem na alta, nem na baixa, está apenas se protegendo com uma taxa." Pelos dados disponíveis na BM&FBovespa, o estrangeiro estava com posição líquida comprada de 19,3 mil contratos de Ibovespa Futuro na BM&F na quarta-feira. Na Bovespa, o fluxo de capital externo mostrou pequena entrada na terça-feira (7), de R$ 133 milhões, mas o saldo do mês continua negativo em R$ 387 milhões.

Leia tudo sobre: Finançasbovespabolsaaçõesmercados

Notícias Relacionadas


    Mais destaques

    Destaques da home iG