Não há taxa específica para BC atuar no câmbio, diz diretor
Representante da autoridade monetária afirmou ainda que a taxa de inadimplência vai continuar caindo ao longo do segundo semestre
O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, afirmou nesta sexta-feira que a autoridade monetária não trabalha com um nível específico de taxa de câmbio para atuar no mercado.
"Não tem patamar determinado para o Banco Central intervir", disse Araújo, em entrevista a jornalistas.
Ao apresentar dados do Boletim Regional do BC, Araújo sustentou que a taxa de inadimplência vai continuar caindo ao longo do segundo semestre. O dado de junho mostrou queda de 0,1 ponto em relação a maio, para 5,8%. Foi o primeiro recuo no calote em operações de crédito desde março.
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Pesquisa do BC mostrou nesta sexta-feira que executivos de bancos continuam preocupados com a taxa de inadimplência no segmento de crédito ao consumo de pessoa física no terceiro trimestre.
"Vemos uma postura mais defensiva em termos de oferta (de crédito para consumo de pessoa física). A preocupação dos executivos é com a inadimplência, apesar da perspectiva de melhora da economia", afirmou o diretor ao apresentar o Boletim Regional do BC, em Salvador.
Segundo ele, a demanda por crédito de consumo de pessoas físicas tende a crescer no terceiro trimestre. Ele disse ainda que dados preliminares mostram aumento modesto da concessão de crédito para pessoa física no mês passado em relação a junho.
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O Boletim Regional do BC mostrou que a recuperação da economia brasileira se materializa de forma "bastante gradual" por conta das dificuldades do cenário externo, mas a atividade tende a se intensificar neste semestre sustentado pela demanda interna.