Inadimplência e desaceleração do Brasil afetam resultado do Santander
Presidente do banco, porém, espera melhora da economia e da inadimplência no segundo semestre, uma vez que os ciclos das carteiras de crédito de pior qualidade estão no fim
O presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, afirmou que a queda de lucro no segundo trimestre está em linha com os resultados dos concorrentes e com o ambiente de desaceleração da economia brasileira, e foi causada pelo aumento da inadimplencia. "O Brasil teve crescimento 'flat' nos ultimos quatro trimestres," afirmou em conferência sobre os resultados semestrais do banco.
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O executivo atribuiu à inadimplência a piora do resultado do banco, afirmando que isso é consequência do endividamento acima do razoável em famílias que não tinham práticas financeiras e passaram a ter com a melhora da renda. "E os bancos tem parte de responsabilidade nisso pelo aumento da concessão do crédito," admitiu. O índice de calotes superiores a 90 dias do banco ficou em 4,9% no final de junho, acima dos 4,5% do trimestre anterior.
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Para segundo semestre, entretanto, Marcial Portela espera uma melhora da economia e também da inadimplência, uma vez que, segundo ele, os ciclos das carteiras de crédito de pior qualidade estão no fim. "Iniciamos medidas mais exigentes para a concessão de crédito no terceiro e no quarto trimestres do ano passado, e o ciclo normalmente é de um ano a um ano e meio para uma carteira. Então no primeiro semestre deste ano tivemos a entrada máxima das carteiras com problemas," explicou. "Mas com critérios melhores desde o terceiro trimestre do ano passado, deve começar a melhorar agora," completou.
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Para a economia, a previsão do banco é de um crescimento de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2013.
Europa
O presidente do Santander disse ainda que o banco está atraindo depósitos de concorrentes na Espanha, de clientes que estão buscando maior segurança. Segundo o executivo, houve uma entrada de 10 bilhões de euros no primeiro semestre.
Marcial Portela disse ainda que o sistema bancário da Espanha não está tendo fuga de depósitos, mas sim de investidores.
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