Ações europeias fecham em baixa após Bernanke
Banco Central dos EUA diz que pode agir para estimular a economia, mas não dá prazo
As ações europeias fecharam em baixa nesta terça-feira, em um pregão com pequenas negociações, depois que o banco central dos Estados Unidos não deu sinais de que está perto de fazer novas medidas de estímulo monetário para ajudar a fraca recuperação da economia do país.
O chairman do Federal Reserve (banco central dos EUA), Ben Bernanke, disse, novamente, a parlamentares que está pronto para agir e que a recuperação do país estava sendo reprimida por condições financeiras apertadas devido à crise da dívida da zona do euro e a incertezas sobre a política fiscal dos Estados Unidos.
Segundo números preliminares, o índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, fechou em queda de 0,32%, aos 1.040 pontos.
Os mercados acionários subiram nas sessões anteriores com esperanças de que os fracos indicadores norte-americanos, incluindo as vendas no varejo de segunda-feira, iriam fazer o Fed aproximar-se de uma terceira rodada de compras de títulos, uma forma de estímulo conhecido como "quantitative easing" (QE).
"A reação inicial do mercado foi negativa para ativos de riscos, já que agentes do mercado esperavam por mais detalhes", disse o chefe de pesquisas do BNP Paribas Fortis Global Markets, em Bruxelas, Philippe Gijsels.
"No entanto, isso não mudou o consenso de que pode vir um QE. Esse ficará lembrado como o ano da luta entre fracos fundamentos econômicos e a perspectiva de mais flexibilização da política monetária", disse ele.
Em LONDRES, o índice Financial Times fechou com queda de 0,59%, a 5.629 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX ganhou 0,18%, para 6.577 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 teve ligeira queda de 0,09%, a 3.176 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib caiu 0,94%, para 13.536 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 ganhou 0,40%, a 6.558 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 subiu 0,80%, para 4.850 pontos.
(Reportagem de Atul Prakash)