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Mercados: Vendas recuam, mas Bovespa ainda perde 3,77% no dia

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) seguiu a sinalização externa e registrou mais um pregão de desvalorização. Depois de cair mais de 6,3% no período da tarde, as vendas perderam força no final da sessão, mas ainda assim o Ibovespa encerrou o dia com perda de 3,77%, aos 36.

Valor Online |

361 pontos, e giro financeiro de R$ 3,96 bilhões. Com isso, a perda da semana fica em 2,4%.

Para o diretor de renda variável da FinaBank Corretora, Edson Marcellino, os investidores perderam o ânimo com o cenário externo, que vinha de um período de forte otimismo com a eleição presidencial norte-americana.

Contribuindo para a mudança de humor, os dados econômicos continuam pouco favoráveis. Hoje, resultados fracos do varejo e mercado de trabalho norte-americano estimularam as vendas em Wall Street. Com cerca de meia hora para o encerramento dos negócios, Dow Jones e Nasdaq perdiam 4,91% e 4,0%, respectivamente.

Ainda de acordo com Marcellino, as medidas que já foram tomadas para conter os problemas no setor financeiro e estimular o lado real da economia só devem ter efeito no começo no ano que vem. Portanto, dados negativos farão parte da rotina durante o resto de 2008. "Esse ano já acabou, será difícil ver números favoráveis."
Na Europa, o dia também foi bastante negativo para as bolsas, mesmo depois que o Banco Central Europeu (BCE) e Banco da Inglaterra (BoE) cortaram as taxas de juros. As medidas tiveram pouca influência sobre os índices acionários, mas movimentaram o mercado cambial, com os investidores saindo do euro e da libra e buscando valor no dólar.

No âmbito corporativo, o destaque do pregão ficou com as ações ON do Banco Nossa Caixa, que subiram 13,06%, para R$ 45,00, em meio a rumores de compra pelo Banco do Brasil.

Outra estatal paulista, a Cesp, também ganhou valor. Duas importantes concessões devem ser renovadas, o que abre caminho para que a estatal seja privatizada. O papel PNB ganhou 7,37%, para R$ 12,08.

Os carros-chefe puxam as perdas dentro do índice, acompanhando o preço das commodities e as previsões de menor crescimento mundial para 2009. Petrobras PN se desvalorizou 5,56%, para R$ 22,90, enquanto Vale ON caiu 3,76%, para R$ 24,80. Entre as siderúrgicas, Usiminas PNA perdia 6,38%, para R$ 24,50.

O setor financeiro também foi alvo de vendas. Com o quarto maior volume negociado no dia, a ação PN do Bradesco caiu 5,24%, para R$ 23,66. Já o papel PN do Itaú cedeu 6,17%, fechando a R$ 24,31. As units do Unibanco recuaram 6,15%, para R$ 13,27.

Perdas acentuadas para o setor de construção, que já amarga fracos resultados trimestrais. O ativo ON da Gafisa desabou 19,09%, para R$ 12,46, e Cyrela ON desvalorizou 17,79%, para R$ 9,70.

No setor de alimentos, a ação PN da Sadia ganhou 1,37%, encerrando a R$ 4,41, mesmo depois que a agência de classificação de risco Moody ? s rebaixou a nota de crédito da companhia.

Fora do índice, o papel da LLX Logística fechou valendo 25,50% menos, ou R$ 1,11. Já a MPX Energia, que também pertence ao empresário Eike Batista, ganhou 14,08%, para R$ 162,00.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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