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Mercados: Vale, bancos e siderúrgicas puxam alta de 1,04% na Bovespa

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) garantiu novo fechamento em território positivo, retomando o patamar de 55 mil pontos. Em alta desde o começo do pregão, o Ibovespa fechou o dia com valorização de 1,04%, aos 55.138 pontos. O giro financeiro somou R$ 4,11 bilhões.

Valor Online |

Segundo o diretor de operações da Hera Investments, Nicholas Barbarisi, os ganhos do dia estão alinhados com a sinalização positiva proveniente do mercado externo e com a valorização no preço de algumas commodities metálicas.

Os metais em alta deram fôlego às ações PNA da Vale, que subiram 2,67%, para R$ 36,51. Os papéis também refletiram novas recomendações de compra vindas do exterior e relatório prevendo novo aumento no preço do minério de ferro em 2009.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones fechou o dia com alta de 0,72%, enquanto o Nasdaq ganhou 1,03%. De acordo com o especialista, a preocupação com a inflação ao consumidor foi suplantada pelos forte resultado trimestral do Wal-Mart. O setor financeiro também contribuiu, depois que as financeiras hipotecárias conseguiram ampliar suas linhas de crédito com o governo.

Por aqui, o bom humor externo ficou mais visível nas ações dos bancos, que subiram acompanhando seus pares internacionais. A ação PN do Itaú teve valorização de 2,51%, para R$ 31,80. As units do Unibanco ganharam 3,93%, para R$ 19,80, e o papel PN do Bradesco subiu 1,45%, para R$ 30,75.

Tirando o foco da análise do dia-a-dia, Barbarisi acredita que a volatilidade continua pautando o mercado no curto prazo, pois ainda existem muitas dúvidas sobre o ritmo de crescimento da economia mundial. Mas a perspectiva para o médio e longo prazo é muito animadora. Desde 2002 não tinha uma oportunidade tão boa de entrada (na Bolsa) como essa, avalia.

Segundo o diretor, o maior ponto de incerteza no Brasil é como se dará essa correção no preço das commodities. A questão é se os preços vão se estabilizar ou continuar recuando, diz Barbarisi.

No âmbito corporativo, recomendações de corretoras estrangeiras ajudaram a derrubar as ações da Lojas Renner. A alta de 15% no lucro do segundo trimestre, que somou R$ 46,6 milhões, não agradou os analistas. A ação teve o oitavo maior volume do dia, caindo 5,76%, para R$ 28,27.

Desempenho positivo para o setor siderúrgico. Gerdau PN ganhou 2,27%, para R$ 29,17, e CSN ON teve valorização de 1,47%, para R$ 54,19. Em direção oposta, o papel PNA da Usiminas recuou 0,55%, para R$ 56,00, depois de operar em alta durante a maior parte do pregão. A companhia reportou lucro de R$ 861 milhões entre abril e junho de 2008, leve alta de 7% no comparativo anual.

Evitando um melhor desempenho do índice, Petrobras PN caiu 0,91%, para R$ 33,44. Além da queda no preço do Petróleo, o papel perde força devido as discussões envolvendo a criação de uma nova estatal para gerir as reservas do pré-sal.

O destaque da sessão ficou com a ação PN da Ultrapar, que subiu 7,15%, para R$ 57,09. A companhia comprou os negócios de distribuição da Texaco no Brasil por R$ 1,16 bilhão. Aliando a Texaco a Ipiranga, que foi comprada em 2007, a Ultrapar terá 23% do mercado de distribuição de combustíveis no Brasil.

Fora do índice, as ações ON da Amil subiram mais de 12%, encerrando a R$ 12,80. Alta para o ativo ON da SLC Agricola, que ganhou 7,45%, para R$ 23,21, dando seqüência a uma alta de 5,3% observada ontem.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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