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Mercados: Tensão global persiste e Bovespa recua 7%; dólar sobe 3%

SÃO PAULO - As operações no mercado financeiro local são marcadas nesta manhã por forte oscilação, sempre atrelada aos movimentos nas bolsas de Nova York. Os agentes continuam muito tensos em relação ao futuro da economia e temem que os planos globais de recuperação de bancos tenham chegado tarde para salvar as economias de uma recessão.

Valor Online |

Às 12h10 o principal índice da Bolsa de valores de São Paulo (Ibovespa) despencava 7,27%, para 34.156 pontos, com giro financeiro de R$ 1,7 bilhão. Antes, o índice já operou com ligeira queda e chegou a subir, mas não se sustentou já que em Wall Street as baixas aceleraram. Dow Jones e Standard & Poor´s apontam queda de 4,3%.

No segmento cambial, o dólar subia 3%, cotado a R$ 2,2290 para a compra e R$ 2,2310 para a venda. Na máxima do dia a moeda já foi negociada a R$ 2,2620.

Edson Hydalgo Júnior, diretor da corretora Intrade, afirma que os investidores continuam com a atenção voltada para dados da economia. A insegurança dos agentes continua apertando a liquidez do mercado e os indicadores não favorecem apostas em ativos de risco.

Depois da grande decepção dos agentes com a queda de 1,2% nas vendas do varejo americano no mês passado, hoje os investidores receberam o indicador de produção industrial com baixa de 2,8% em setembro, ante queda de 1% apurada um mês antes.

No segmento cambial, o Banco Central segue com os esforços para ofertar moeda e evitar valorizações ainda mais fortes do dólar. A divisa abriu em alta de mais de 4% arrefeceu um pouco a variação após a autoridade monetária anunciar mais opções de aquisição de ativos de bancos pequenos por bancos grandes, com direito a abater o valor da aquisição do recolhimento do compulsório.

Depois disso o BC já concluiu o leilão de linha de US$ 1 bilhão com compromisso de recompra, absorvido integralmente pelo mercado. Um outro leilão de moeda à vista no mercado também foi feito em seguida, mas a divisa continua firme na trajetória de valorização.

Para Luiz Fernando Moreira, operador da Dascam Corretora, a volatilidade também deve continuar predominando no segmento. As atuações do BC são importantes, mas não estão sendo suficiente para acelerar a oferta de linhas de crédito para empresas exportadoras. Além disso, as saídas de estrangeiros continuam ocorrendo, o que pressiona ainda mais o preço da moeda americana.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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