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Mercados: Tensão diminui, mas bolsa ainda cai 2,32% e dólar sobe 1,63%

SÃO PAULO - A volatilidade volta a prevalecer no mercado local hoje, tanto na bolsa paulista como no câmbio. Novas medidas internacionais orientam as transações no mercado acionário, enquanto as operações cambiais também levam em conta a atuação do Banco Central, com medidas e leilões para injetar liquidez de divisas no mercado.

Valor Online |

Instantes atrás, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) caía 2,32%, para 41.125 pontos, com giro financeiro de R$ 2,392 bilhões. O indicador já oscilou de 43,166 pontos, na máxima, a 40.910 pontos, na mínima.

No câmbio comercial, o dólar já chegou a subir 4%, para R$ 2,2830, desacelerou e inverteu para cair ao preço mínimo de R$ 2,1590. Neste momento a divisa sobe 1,63%, cotada a R$ 2,2320 para a compra e R$ 2,2340 para a venda.

A divisa caiu para a mínima quando o Banco Central (BC) anunciou oferta de contratos de swap cambial, a exemplo do que fez ontem. A autoridade monetária vendeu aproximadamente US$ 1,359 bilhão em contratos de swap cambial com ajuste periódico, mas não houve demanda para todo o lote.

Com essa operação, o BC tem como objetivo fornecer "hedge" (proteção) às empresas - pagando a variação do dólar e recebendo juros. Além da atuação pontual com esses leilões, o mercado também leva em conta as decisões anunciadas pelo governo ontem, quando o pregão estava praticamente finalizado.

Uma Medida Provisória (MP) do governo vai regulamentar o uso das reservas internacionais para que os bancos repassem linhas de crédito à exportação. Também incluirá a autorização para que o BC compre carteiras de créditos de bancos nas suas linhas de redesconto, além de criar uma Letra de Arrendamento Mercantil (LAM), instrumento que substituiria o uso de debêntures na captação de recursos por empresas de leasing.

O conjunto de medidas é recebido hoje pelos agentes com certo ceticismo devido à gravidade da turbulência internacional e pelo atraso da iniciativa do governo. Luiz Fernando Moreira, da corretora Dascam, acredita as medidas deveriam ter vindo antes do desastre de ontem. Segundo ele, o mais provável é que a moeda continue oscilando acima de R$ 2.

Na Bovespa, o cenário está estreitamente relacionado ao humor externo, que não melhorou muito, mas não aparenta mais o caos de ontem. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) anunciou hoje plano para comprar commercial papers (notas promissórias), mecanismo de financiamento de curto prazo que muitas empresas usam para financiar suas operações rotineiras de capital de giro.

Enquanto isso, os países europeus tomaram iniciativa conjunta para enfrentar a crise, o que é visto com bons olhos pelos investidores. O grupo de 27 países integrantes da União Européia (UE) aprovaram a proposta de elevar de 20 mil para 50 mil euros o fundo de garantia de depósitos bancários.

Em Wall Street, o Dow Jones apontava queda de 0,68%, o Standard & Poor´s perdia 0,75% e o Nasdaq apontava queda de 1,01%. Na Europa, os índices que estavam todos operando no azul, já estão divididos. A bolsa de Frankfurt, por exemplo, cai 1,12%.

Além do impacto da crise, Ures Folchini, vive-presidente de tesouraria do banco WestLB, lembra a questão do desaquecimento dos preços de commodities, que reflete sobre ativos locais, além do problema de algumas empresas que perderam dinheiro com alavancagem em dólar. "As dúvidas em relação à bolsa aumentaram muito", diz.

Instantes atrás, os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN caía 2,33%, para R$ 29,30; Vale PNA cedia 0,77%, a R$ 26,76; Bradesco PN diminuía 1,48%, a R$ 25,17; e Vale ON declinava 0,64%, cotado a R$ 30,05. Já BM & FBovespa ON tinha alta de 1,69, para R$ 7,22
(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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