Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Siderúrgicas e elétricas garantem alta de 1,25% para o Ibovespa; dólar cai 0,18%

SÃO PAULO - A retomada dos negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) depois do feriado de ontem é bastante instável. Depois de cair 2% pouco depois da abertura, o Ibovespa apresentava alta de 1,25% por volta das 13h10, para 60.282 pontos, com destaque para as siderúrgicas e elétricas. O giro financeiro era de R$ 3,3 bilhões.

Valor Online |

Em Nova York a instabilidade também é grande, mas os índices operam em alta mesmo com a constante sinalização negativa proveniente do setor financeiro. Há pouco, o Dow Jones subia 0,31% e o Nasdaq ganhava 0,77%.

No câmbio, a volatilidade também é acentuada - depois de subir a R$ 1,622 na máxima, a melhora de desempenho da bolsa voltou a chamar vendedores. Há pouco, o dólar caía 0,18%, para R$ 1,607.

O diretor responsável pela área de análises da Petra Personal Trader, Ricardo Binelli, acredita que o mercado seguirá bastante nervoso em função das preocupações com o setor financeiro dos Estados Unidos. Ainda temos os balanços dos bancos pela frente com potencial de nervosismo.

No entanto, a avaliação geral do especialista é de otimismo com a bolsa. Segundo ele, o Brasil continua se apresentando com uma boa oportunidade de investimento, visão amparada pelo crescimento da economia, o bom momento das contas públicas e a inclinação do governo em lidar com o seu maior problema político: a inflação.

Para Binelli, esse cenário de inflação de commodities, mesmo que resulte em maiores preços do mercado interno, ainda assim beneficia o Brasil, que é um produtor de matérias-primas e está com uma condição macroeconômica melhor do que outros países.

Vamos continuar investindo em bolsa, fazendo ajustes de aplicação de forma a nos expor mais em commodities, que não devem arrefecer no curto e médio prazo. Os setores agrícolas e siderúrgicos, por exemplo, começam a ter viés de proteção , observou.

O especialista acrescentou ainda que os balanços do segundo trimestre devem mostrar que as empresas brasileiras continuam entregando resultados positivos, mas tal evento não deve promover uma disparada de compras.

Para Binelli, a forte saída de recursos estrangeiros não deve ser vista como uma indisposição de investimento no Brasil. As saídas, na visão do especialista, são feitas para cobertura de perdas em outros mercados. A saída foi substancial, mas momentânea, estratégica.

Garantindo os ganhos do dia, Usiminas PNA apresentava alta de 3,71%, para R$ 72,25. CSN ON subia 1,76%, para R$ 62,89, e Gerdau PN valorizava 3,24%, para R$ 35,30.

Bom desempenho também para as elétricas, Cemig PN ganhava 4,46%, para R$ 39,10. Eletrobrás ON subia 4,40%, para R$ 28,45, e Cesp PNB aumentava 3,92%, para R$ 31,80.

Atuando em direção contrária, Petrobras PN caía 1,5%, para R$ 40,00, e Vale PNA desvalorizava 1,56%, para R$ 42,86. Os bancos também perdem valor, com Bradesco PN recuando 0,46%, para R$ 32,36. As units do Unibanco caíam 0,94%, para R$ 19,90.

Destaque de alta para a ação da PN da TAM, de 10,93%, para R$ 28,50. A também aérea GOL PN subia 7,33%, para R$ 15,22. Ganho acentuado também para Braskem PNA, que valia R$ 12,59, valorização de 7,24%.

Fora do índice, Bovespa Holding ON e BM & F ON perdiam mais de 4% cada, para R$ 19,13 e R$ 13,37.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG