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Mercados: Sexta-feira foi de queda na Bovespa e alta no dólar

SÃO PAULO - Repetindo a semana retrasada, os investidores foram para o fim de semana sem uma definição sobre o esperado plano de resgate ao setor financeiro dos Estados Unidos. Apesar do retrocesso nas negociações entre democratas e republicanos, os negócios encerraram na sexta-feira com a promessa de uma solução até esta segunda-feira.

Valor Online |

Enquanto as discussões transcorriam em Washington, aconteceu a maior falência da história do setor financeiro dos EUA. Os reguladores tomaram os ativos do Washington Mutual, maior banco em depósitos do país, e venderam ao JPMorgan por US$ 1,9 bilhão.

Mas a notícia teve seu peso minimizado pela expectativa de acordo. No encerramento do pregão, a esperança de resolução no fim de semana puxou uma acentuada retomada nas compras em Wall Street. Depois de cair mais de 1% no começo dos negócios, o Dow Jones fechou o dia com alta de 1,10%. A Nasdaq não conseguiu fechar em território positivo, mas as perdas do dia se limitaram a 0,15%.

Por aqui, além da instabilidade externa, o pregão foi pontuado por preocupações com a saúde financeira das empresas, depois que a Sadia reconheceu um prejuízo financeiro de R$ 760 milhões com contratos futuros e opções de dólar e títulos podres de algumas instituições incluindo o americano Lehman Brothers.

O anúncio da Sadia foi feito quinta-feira à noite. Na sexta-feira pela manhã, a fabricante de papel e celulose Aracruz também anunciou perdas com operações financeiras no mercado de câmbio, mas não apresentou o tamanho do rombo, alegando não ter segurança para quantificá-lo no momento.

O caso da Sadia e Aracruz provocou uma série de questionamentos no mercado sobre quem seria a próxima companhia a admitir perdas com instrumentos financeiros.

Pressionadas por analistas e investidores as empresas começam a se pronunciar. PDG Realty, Cosan, Invest Tur, SLC Agrícola, Marfirg, Minerva, Vale, Marcopolo, Klabin e Perdigão divulgaram comunicados negando exposição à variação cambial via derivativos e opções ou apontando que detêm posições apenas para operações de hedge cambial, sem alavancagem.

Essa desconfiança aliada à queda das commodities impediu uma recuperação do Ibovespa, que fechou a sexta-feira com declínio de 2,02%, aos 50.782 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,09 bilhões. Na mínima do dia, o índice chegou a cair 3,7%.

Com esse resultado negativo, o índice encerrou a semana com desvalorização acumulada de 4,28%. Em setembro, o índice perdeu 8,8% até agora, enquanto, em 2008, a baixa fica em 20,5%.

O destaque negativo do dia ficou com o papel PN da Sadia, que desabou 35,48%, para R$ 6,0, com o terceiro maior volume do dia. A ação PNB da Aracruz PNB caiu 16,76%, para R$ 7,0.

No câmbio, a instabilidade externa deu o rumo dos negócios. A incerteza justifica a formação de posições compradas em moeda estrangeira. Os agentes também acompanharam mais um leilão de linha do Banco Central (BC), que vendeu moeda no mercado à vista com compromisso de recompra. Essas operações não alteram preço e visam evitar distorções na formação da taxa à vista.

Operando em alta desde o começo do dia, o dólar comercial fechou a sexta-feira com valorização de 1,59%, valendo R$ 1,849 na compra e R$ 1,851 na venda.

Com isso, a divisa registrou mais uma semana de valorização, a quinta consecutiva, ganhando 1,09%. No mês, a alta já está em 13,2%, e, em 2008, o dólar ganha 4,16% sobre o real.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda subiu 1,76%, para R$ 1,852. O volume financeiro somou US$ 146,75 milhões, cerca de três vezes menor que o observado ontem.

O mercado de juros futuros teve comportamento pouco usual, descolada da instabilidade externa e da valorização do dólar as curvas apontaram para baixo. Segundo operadores esse recuo nos vencimentos foi provocado por negócios concentrados em poucas mesas de operação, que já estariam apostando firme na redução no ritmo de alta da Selic em outubro e um ciclo de aperto monetário mais curto.

No término da sessão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava baixa de 0,06 ponto percentual, a 14,66% ao ano. O vencimento janeiro 2011 teve decréscimo de 0,07 ponto, apontando, 14,56%, e Janeiro 2012 projetava 14,36%, perda de 0,17 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 subiu 0,02 ponto, para R$ 13,61%. Novembro 2008 fechou com perda de 0,02 ponto, a 13,63%. Dezembro de 2008 encerrou estável, a 13,87%, e o DI para janeiro de 2009 perdeu 0,03 ponto, fechando a 14,03% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 455.415 contratos, equivalentes a R$ 36,95 bilhões (US$ 20,22 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 235.670 contratos, equivalentes a R$ 19,22 bilhões (US$ 10,84 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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