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Mercados se recuperam e bolsa tem alta de 4,59%; dólar cai 3,23%

SÃO PAULO - A valorização da bolsa paulista e o recuo da cotação do dólar no câmbio local ganharam impulso nesta tarde. O índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa), que já subia, ganhou impulso com a retomada da valorização das bolsas em Nova York e sobe agora mais de 4%.

Valor Online |

O dólar, que também já apurava baixa desde a abertura, também acentuou a trajetória. Além do quadro externo mais calmo, atuações do BC e a decisão de leiloar reservas para bancos repassarem dinheiro a exportadores colabora para manter a divisa em baixa.

Há pouco, o dólar comercial era negociado a R$ 2,091 para a compra e R$ 2,093 para a venda, com baixa de 3,23%. O Ibovespa avançava 4,59%, aos 38.114 pontos, com giro financeiro de R$ 2,837 bilhões. Em Nova York, o Dow Jones subia 1,33% e o Standard & Poor´s ganhava 2,72%.

Lá fora os mercados deram um intervalo no pessimismo com o futuro da economia. Mesmo com dados piores de confiança do consumidores e de atividade no setor imobiliário, os investidores tomaram o pregão final da semana para ajustarem um pouco o exagero de baixa dos últimos dias.

Para a bolsa paulista há também a influência positiva adicional da alta de preços de petróleo e metais, que levam à alta de ações de peso no Ibovespa, como Vale e Petrobras. No segmento cambial, agentes comentam que o conjunto de atuações do BC nos últimos dias, com leilões à vista, de linha, ofertas de swap cambial, mostraram que o BC está presente para monitorar o câmbio.

Além disso a intenção de melhorar a liquidez e atender a demanda por dólares, sobretudo das empresas exportadoras, resultou na decisão de condicionar a oferta nos leilões de reserva à destinação do dinheiro para linhas de exportação.

Segundo um executivo de um banco estrangeiro, que preferiu não ser identificado, a decisão é boa, deve dar mais conforto para as empresas, mas não resolve a pressão do dólar. Caso haja uma nova onda de pânico lá fora, a moeda voltaria a subir. "O movimento das moedas no mundo todo ainda é orientado pelo nível de apetite a risco dos investidores", diz.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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