SÃO PAULO - As bolsas de valores americanas fecharam em baixa ontem, depois que o temor de investidores sobre a saúde dos bancos neutralizou o otimismo com o plano do governo para socorrer as agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac.

No domingo, o Tesouro americano e o Federal Reserve (Fed) disseram que podem emprestar recursos e comprar ações das empresas se for necessário.

As ações subiram no início do dia, mas logo perderam força à medida que os analistas notaram que qualquer investimento direto do governo iria diluir ainda mais o valor das ações.

Bancos regionais também estiveram na mira de investidores, pelo receio de mais falências após reguladores americanos terem assumido o IndyMac Bancorp na noite de sexta-feira.

O índice Dow Jones caiu 0,41%, para 11.055 pontos, e o Standard & Poor´s 500 perdeu 0,90%, a 1.228 pontos. O Nasdaq recuou 1,17%, a 2.212 pontos.

O indicador financeiro dentro do S & P caiu 5%, para 239 pontos - o nível mais baixo desde outubro de 1998.

As bolsas européias fecharam em alta, em uma sessão dominada pela atividade de fusões em alguns setores, como o de bancos e o de bebidas. O plano de socorro dos Estados Unidos às principais empresas de hipotecas do país também animou os negócios. O índice FTSEurofirst 300 avançou 0,76%, para 1.134 pontos.

As ações em todo o mundo encontraram sustentação no plano do Tesouro americano e do Federal Reserve para emprestar dinheiro e comprar ativos das concessoras de crédito imobiliário. Mas a preocupação com o impacto da crise de crédito sobre o setor financeiro tirou um pouco de força das ações em Nova York e no final dos pregões na Europa.

Em Londres, o o índice Financial Times fechou em alta de 0,74%, a 5.300 pontos. O DAX, de Frankfurt, subiu 0,76%, para 6.200 pontos. Também subiram as bolsas de Paris (1,02%), Milão (0,15%) e Madri (0,52%). Em Lisboa houve queda de 1,55%.

(Valor Econômico, com agências internacionais)

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