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SÃO PAULO - Depois da volatilidade registrada no último pregão, o Ibovespa mantém uma trajetória consistente de alta nesta quinta-feira e já se aproxima dos 68 mil pontos. Próximo das 13h, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) avançava 1,90%, aos 67.921 pontos, com giro financeiro de R$ 2,512 bilhões.

SÃO PAULO - Depois da volatilidade registrada no último pregão, o Ibovespa mantém uma trajetória consistente de alta nesta quinta-feira e já se aproxima dos 68 mil pontos. Próximo das 13h, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) avançava 1,90%, aos 67.921 pontos, com giro financeiro de R$ 2,512 bilhões. No mercado americano, as bolsas também registravam ganhos, que superavam 1%. Há pouco, o índice Dow Jones subia 1,14%, o S & P 500 avançava 1,27% e o Nasdaq se apreciava em 1,14%. Os investidores ganham fôlego depois da movimentação do mercado no início da semana, com o aumento da aversão a risco provocada pela situação financeira europeia. O plano de resgate à Grécia ainda não saiu do papel, mas a confiança aumentou. Fontes a par das negociações entre União Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) indicaram que, para desbloquear o envio do socorro financeiro a Atenas, os gregos devem precisar adotar mais medidas de austeridade. Além disso, balanços corporativos americanos dão força para a alta dos mercados. "Do ponto de vista técnico, o mercado ficou um pouco sobrevendido e agora está voltando. Nos fundamentos, a expectativa do mercado não é de crescimento vindo da Europa, mas da Ásia, de países emergentes e dos Estados Unidos se recuperando. A Europa é a lanterninha de crescimento", comentou o sócio-gestor da Humaitá Investimentos, Márcio Macedo. "Os fundamentos continuam. Não estamos num junho de 2008, quando várias coisas estavam estourando, mas também não vivemos o mesmo momento de um ano atrás, quando a expectativa de alta da bolsa era muito grande", apontou. O sócio-gestor ainda ressaltou que o mercado acionário brasileiro depende muito dos estrangeiros e que a menor atratividade em relação às bolsas americanas, que têm levado o não residente a reduzir as posições no cenário doméstico, impede uma maior aceleração do Ibovespa. O fluxo estrangeiro na Bovespa está negativo em R$ 788 milhões no acumulado do mês, até o dia 27, resultado de compras no valor de R$ 33,108 bilhões e de vendas de R$ 33,896 bilhões. Apenas na terça-feira, quando o Ibovespa despencou 3,43%, em função do rebaixamento das notas da Grécia e de Portugal pela Standard & Poor´s, o estrangeiro retirou R$ 657,4 milhões do mercado, no quinto dia seguido de redução de sua posição. No ano, o resultado da atuação do investidor internacional na bolsa brasileira está negativo em R$ 992 milhões. Ao fim da primeira etapa de negócios, as blue chips davam força para a Bovespa. Há instantes, as ações PN da Petrobras subiam 1,82%, a R$ 32,98, com giro de R$ 211,3 milhões, enquanto os papéis Vale PNA avançavam 2,74%, a R$ 47,57, com volume de R$ 418,7 milhões. Entre as maiores altas do Ibovespa, estavam MRV ON, com ganhos de 3,53%, a R$ 11,70, Natura ON, com apreciação de 3,35%, a R$ 37,24, e Cesp PNB, com valorização de 3,03%, a R$ 25,10. No sentido oposto estão Telemar ON, com queda de 2,41%, a R$ 30,25, Klabin PN, com baixa de 0,55%, a R$ 5,42, e Ultrapar PN, depreciação de 0,42%, a R$ 81,65. (Beatriz Cutait | Valor)

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