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Mercados reagem com ceticismo

O mercado financeiro - leia-se investidores e analistas - não gostou do plano de resgate do sistema bancário dos Estados Unidos, anunciado ontem pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner. E ignorou a aprovação, pelo Senado, do pacote de estímulo econômico de US$ 838 bilhões.

Agência Estado |

A percepção negativa ficou clara nos principais termômetros do mercado global.

O Índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Nova York, despencou 4,62%, e a bolsa eletrônica Nasdaq, 4,2%. Na Europa, o Índice FTSE, de Londres, perdeu 2,19% e o DAX, de Frankfurt, 3,46%. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) caiu 2,12%.

No mercado de câmbio, o dólar ganhou 2,10% ante o real, para R$ 2,284, mas recuou mais de 0,5% em relação ao euro. Por fim, os títulos do Tesouro dos EUA, considerados o principal porto seguro do planeta (apesar da crise), tiveram expressiva valorização, reflexo do aumento da demanda.

"Faltaram detalhes sobre o plano (de Geithner) e, mesmo que fossem conhecidos, não sabemos se vai funcionar", resumiu o economista-chefe do Banco WestLB, Roberto Padovani.

Como os investidores já davam como certa a aprovação do pacote de estímulo fiscal pelos senadores, as atenções estavam inteiramente voltadas para o pronunciamento de Geithner - que, originalmente, deveria ter ocorrido na segunda-feira. O mercado de crédito americano continua emperrado porque as medidas do governo para estancar a sangria dos bancos com ativos "podres" não surtiram efeito. Daí a necessidade de um novo plano.

"Há mais recursos na mesa, mas a dúvida que fica é como vai funcionar. Dá para esperar a recuperação e o fortalecimento do mercado de crédito?", indagou, em relatório, o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves. O total de recursos envolvidos no plano de Geithner, segundo estimativas do mercado, pode chegar a US$ 2 trilhões.

Tony Crescenzi, estrategista da corretora Miller Tabak, criticou a falta de detalhes no plano de Geithner. "O problema é que ele precisa falar para Wall Street, onde os problemas estão, e não ficar distante, como ficou, e deixar Wall Street com muito poucos detalhes, sem um mapa para encontrar a saída para as atuais dificuldades."

O economista-chefe do BNP Paribas, Alexandre Lintz, avaliou, como parte dos analistas, que o desempenho dos mercados se deveu à chamada realização de lucros, que se segue a uma sequência de valorizações dos ativos.

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